
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Primeiras palavras

página 1 = Tonta
página 2 = Maldade
página 3 = Estranha encruzilhada
página 4 = Fuga
página 5 = Classicismo
página 6 = Humildade
página 7 = Declaração de amor
página 8 = Amargura
página 9 = Mascarados
página 10 = Alcova nupcial
página 11 = Prece
página 12 = Soneto à tua volta
página 13 = Trovas de J.G. de Araújo Jorge
página 14, 15 = Irei à pé
página 16, 17, 18 = Que bom seria !!
página 19 = Falta Imensa
página 20 = Riso e Choro
página 21 = Compensação
página 22 = Passado
página 23 = Miscelânia
página 24 = Mamãe
página 25 = Decepção
página 26 = Canta
página 27 = Ama
página 28 = Romance ao Luar
página 29 = Primavera
página 30 = Verão
página 31 = Outono
página 32 = Inverno
página 33 = Desengano
página 34 = Ciúme

página 35 = O filho
página 36 - Mocidade

página 37 - Contrição
sexta-feira, 10 de junho de 2011
página 38 = Martim
Nasceu: era um varão ! Com febre ansiosa
A riscar seu futuro eis que me ponho.
Grandezas e grandezas sobreponho
E minha´alma não para, ambiciosa !
Gênio insigne, consciência luminosa
Santo, poetas, herói ! ... Manso risonho
Mal enche o berço ... mas como eu sonho
Enche de luz a vida tenebrosa.
Veio a morte e levou- mo! Altas montanhas
Como invejei os musgos de veludo
Dos versos cumes solitários, calmos !
Títulos, honras, glórias e façanhas
Tudo quanto eu sonhava, coube tudo
num caixãozinho branco de 02 palmos!
Não sei o autor.
Vou contar algo mais. Eu já era nascida mas de nada disso me lembro. Só recordo pois minha mãe contava e recontava este fato marcante para ela e para meu pai. Ela estava grávida e com sete meses de gravidez. Estavam construindo uma casa e ela cismou de mexer nuns tijolos. De lá uma lagartixa pulou em cima dela e ela levou um grande susto. Era um dia de domingo. Acalmou-se e tudo parecia correr bem mas, ela sentiu que a criança em seu ventre também havia pulado. Segunda-feira, dia de trabalho. Meu pai acordava cedo e saia cedo. Tudo bem. A noite não havia ido embora e o dia não havia nascido. Só sei o resto da história pois ela falava que havia mandado chamar meu pai no ttrabalho pois ela havia abortado uma criança. Uma menina. Esta foi colocada dentro de uma caixa de sapatos. Embrulhadinha em panos. Uma menina morte=a de susto. Meu pai levou-a ao Instituto médico legal. Parece que ela ficou lá para algum estudo, não sei ao certo. Não sei se houve alguma certidão, algum documento comprobatório. Não sei. Só posso imaginar o sofrimento de um pai tendo em seus braços a filha morta. Um tesouro não vivido. Existem coisas que ficam em nossa mente e que hoje em dia geram perguntas sem respostas. Nunca perguntei a ele sobre minha irmã, nunca. Não queria fazê-lo sofrer. Esta poesia foi escolhida pois me fazia lembrar deste momento não vivido por mim mas, um momento tenebroso e para mim em explicações diretas. Acho que minha irmã não teve um caixãozinho branco de 02 palmos, nem enterro. Mistério para mim. Mistério levado para o túmulo de meu pai e minha mãe.
SolCira
2011
págima 39 = Violante
Eugênio de Castro
Acorda cedo como os passarinhos
E vem logo direto à minha cama
Sacode-me com jeito, por mim chama
E abre-me os olhos com seus dedinhos.
Estremunhando, zango-me - " Beijinhos,
não quer beijinhos? " com voz d´ouro exclama
Da minha ira empalidece a chama
E acariciando, pago os carinhos.
Senhor! Que amor de filha tu me deste
Dá-lhe um caminho brando e sem abrolhos
Dá-lhe a virtude por amparo e guia
E destina também, Ó Pai Celeste
Que a mão com que ela agora me abre os olhos
Seja a que há de fechá-los algum dia.
Eugênio de Castro e Almeida nasceu em 04MAR1869 e faleceu em 17AGOS1941
Achei lindo este poema e aindo o acho. Foi feito para sua filha e me vejo assim exatamente. Minha falecida mãe faleceu a meu lado e ainda fiz respiração boca-a-boca e massagem cardíaca para ver se restabelecia sua vida. Por um instante seus olhos se abriram e me olharam. Não sei exatamente se ela me viu. Disseram os médicos que foi somente por oxigenação mas, eu prefiro guardar para mim que neste momento ela voltou-se para mim e que guardou em si, no mas recôndido de sua alma e espírito, minha imagem, meu rosto tão perto do seu. Nunca fui uma filha que ficasse grudada fazendo carinho em minha mãe. Ela reclamou disso várias vezes. Acho que bastava eu estar sempre a seu lado, largando tudo e todos para ficar com ela. Agarramentos, beijamentos não eram isto lá comigo. Satisfiz seus desejos e lhe fiz companhia até seu último momento onde ela ganhou de mim meus últimos beijos ardentes ( os beijos que ela queria eu os dei como minha vida, em sua boca, em seu último alento ) meus beijos de amor e paixão, tentei dar a ela o meu folego, insulflando seu pulmões com o ar da vida que corria em minhas veias ( não pude ser Deus neste momento ) e os meus últimos toque massageadores em seu corpo querido ( os carinhos tão esperados ). Chamei-a, olhei seus olhos brilhantes que olhavam para mim como a guardar minha imagem final. Olhei a última vez o rosto querido e num último falar, fraco em seu ouvido, eu pude dizer : vai se assim o queres, eu te amo. E fechei seus olhos para sempre.
SolCira
2011
página 40 = As duas sombras
Olegário Mariano
Na encruzilhada silenciosa do destino,
Quando as estrêlas se multiplicavam,
Duas sombras errantes se encontraram.
A primeira falou - nasci de um beijo
de luz, sou força, vida, alma, esplendor
Trago em mim toda a glória do desejo
Toda a ãnsia do Universo ... Eu sou o amor
O mundo sinto exausto a meus pés
Sou Delírio ... Loucura ... E tu quem és?
- Eu nasci de uma lágrima. Sou chama
Do teu incêndio que devora ...
Vivo, dos olhos tristes de quem ama
para os olhos nevoentos de quem chora
Dizem que ao mundo vim para ser boa
Para dar do meu sangue a quem me queira
Sou saudade, a sua companheira
Que punge, que consola e que perdoa !
- Na encruzinhada silenciosa do Destino
As duas sombras comovidas se abraçaram
E desde então, nunca mais se separaram.
Seu nome completo : Olegário Mariano Carneiro Cunha, nascido em 21MAR1889 e falecido em 28NOV1958. Poeta, político e diplomata
Lei amais em : http://pt.wikipedia.org/wiki/Olegario_Mariano
página 41 = Única
Nilo de Freitas Bruzzi
No turbilhão da vida cotidiana
há sempre um rosto oculto de mulher
há no tumulto da existência humana
alguém que a gente quis e ainda quer
E numa sede de paixão insana
cego e humilhado, aceita outra qualquer
mas, seu íntimo ardor, de alma profana
porque a alma nem acordará sequer
E vão passando, assim, uma por uma
mulheres e mulheres, como vieram
sem depois despertar saudade alguma
Pobre de quem, como eu, vê que, infeliz
teve todas aquelas que o quiseram
mas nunca teve aquela que ele quis.
Nasceu em 1897 e faleceu em 1978
Leia mais em : www.poetas.capixabas.nom.br
página 42, 43 = Poesias e Amor
Casimiro de Abreu
A tarde que expira
A flor que suspira
O canto da lira
Da lua o clarão
Dos nares na raia
A luz que desmaia
E as ondas na praia
Lambendo-lhe o chão
Da noite a harmonia
Melhor que o dia
E a vida ardentia
Das águas do mar
A virgem incauta
As vozes da flauta
E o canto do nauta
Chorando o seu lar
Os trêmulos lumes
Da fronte os queixumes
E os meigos perfumes
Que volta o vergel
As noites brilhantes
E os doces instantes
Dos noivos amantes
Na lua de mel.
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pensamento
10 = " A vida é uma obra de arte, devemos modela-la com cuidado e carinho " .
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11 = " Às riquezas mal adquiridas, prefira a pobreza honesta ".
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12 = " Quando nascestes todos riam e só tu choravas, vive de tal maneiras que quando morras, todos chorem e só tu rias " .
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13 = " O bem não faz o mal, nem o mal faz o bem " .
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14 = " Há males que vêem para o bem " .
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SolCira
2011
página 44 = lembrança
Como o triste marinheiro
Deixa em terra uma lembrança
Levando n´alma a esperança
E a saudade que consome
Assim nas folhas do álbum
Eu deixo meu pobre nome
E se nas ondas da vida
Minha barca for fendida
E meu corpo espedaçado
Ao ler o canto sentido
Do pobre nauta perdido
Teus lábios dirão _ coitado
Sei que este poema foi escolhido por falar de um marinheiro pois nesta época já namorava meu futuro marido que era marinheiro.
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pensamento
15 = " Até um cabelo faz sombra " .
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16 = " O não é uma bofetada com a língua " .
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SolCira
2011
página 45 = Ontem à noite
Casimiro de Abreu ( 1859 )
Ontem sozinhos - eu e tu, sentados
nos contemplamos, quando a noite veio
queixosa e mansa a viração dos prados
beijava o rosto e te afagava o seio
que palpitava como - ao longe - o mar
e lá no céu esses rubins pregados
brilhavam menos, que teu vivo olhar !
Co´a mão nas minhas, no silêncio augusto
tu me falavas sem mentido susto
e nunca a virgem, que a paixão revela
passou-me em sonho tão formosa assim
vendo a noite pura e vendo a ti tão bela
eu disse aos astros - dai o céu a ela !
Disse os teus olhos - dai amor p´ra mim !
SolCira
2011
págia 46 = um poema de Casiniro de Abreu
a dor - em doce saudade
na velhice - a mocidade
a crença nos desenganos
-Tudo se gasta e se afeia
tudo desmaia e se apaga
como um nome sobre a areia
quando cresce e corre a vaga
Feliz quem guarda as memórias,
as lembraças mais queridas
no livro d`alma esculpidas
gravadas fundas em si !
- Essas duram, mas que vale
um nome desconhecido,
se há de ser logo esquecido
o nome que eu deixo aqui.
Casimiro de Abreu, escrito em 19Mar1860 e publicado em 24ABR1864 no Jornal Cosmo Literário, Rio. Foi um poema dedicado a Nicolau Vicente Pereira.
Lei mais em : www.laab.com.br/fotografia.html
SolCira
2011
página 47, 48, 49 = Fôlha Negra
Casimiro de Abreu
Sinhá, um outro mancebo
Alegre, poeta e crente
soltara um canto fremente
de amor talvez - de alegria
e aqui nas folhas do livro
deixará - amor e poesia
Mas eu que não tenho risos
nem alegrias tão pouco
em sinto este fogo louco
que a mocidade consome
nas brancas folhas do livro
só posso deixar meu nome
é triste como um gemido
é vago como um lamento
- queixume que volta o vento
nas pedras de uma ruina
na hora em que o sol se apaga
e quando o lírio se inclina
grito de angústia do pobre
que sobre as àguas se afoga,
cadáver que bóoia e voda
longe da praia querida
grito de quem na agonia
- já morto - se apega à vida
vozes de flauta longínqua
que as nossas mágoas aviva
soluço da patativa
queixume do mar que rola
cantiga em noite de lua
cantada ao som da viola
saudade do pegureiro
que chora o seu lar amado
- calado e só - recostado
na pedra de algum caminho
canção de santa douçura
da mãe que embala o filhinho
Meu nome ! ... É simples e pobre
mas é sombrio e traz dores
- grinalda de murchas flores
que o sol queima e não consome
- Sinhá ! ... das folhas do livro
é bom tirar meu nome.
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pensamentos
17 = " Há sempre uma mulher na origem de todas as grandes coisas " .
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18 = " O patriotismo, praticamente, consiste no trabalho " .
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19 = " A inveja abala os cumes mais altos " .
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20 = " De todas as artes a mais bela, a mais expressiva, a mais difícil é sem dúvida a arte da palavra " .
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21 = " A mulher é a filha mais nova e a mais querida de Deus, a mais perfeita das criaturas " .
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SolCira
2011
página 50 = Pecado
Oh! deixe-me que algum dia
Louco de amor, sedento, enfurecido
Hei de arrancar-te do corpo este vestido
Hei de beijar-te a carne alva e sadia
Hei de ter-te em meus lábios alquebrados
Nua de toda e em meu olhar em chama
Hei de beijar-te a fronte idolatrada
Hei de atirar-te inerte sobre a cama
Tendo nos olhos um estranho brilho
Tendo nos braços o teu corpo amado
Quando deres a luz ao nosso filho
lembra-te que ele é filho do pecado
Tenho esta poesia como sendo de J.G. de Araújo Jorge mas não encontrei nada sobre isto.
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pensamento
22 = " O homem sai da criança como o fruto sai da flor " .
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SolCira
2011
página 51 = Lua de Mel
Ébrios de amor e intermináveis desejos
Sôbre o leito de rosas e arminho
Os noivos mergulham entre beijos
Nas alvas ondas de um lençol de linho
Da perfumada alcova só se ouvia
O rumor de um beijo apaixonado
Ela excitante e febril ajeitava-se a ele
E ele ajeitava-se a ela estético e apaixonado
Ouve-se um não e depois um sim
A bela virgem chorava pálida
E a sua busca e original capela
Desfolhou-se em ânsia evaporada
No dia sequinte mal o sol raiava
Escarlava a natureza inteira
E ela do leito se erguendo procurava
A preciosa jóia que já perdera.
Tenho este poema como de J.G. de Araújo Jorge, não encontrei nada sobre este poema. Acho que existe alguma palavra errada,pois em 1964 não compreendia muitas coisas.
Acho interessante também que o passar de menina para mulher era considerado um fato importante e valoroso na vida de uma menina. Hoje, 2011, vemos meninas de 12, 13 anos já serem mâes ou estarem se prostituindo por aí. O romantismo acabou, o tabu parece que tanbém acabou, a jóia perdida parece estar em um outro local esquecida com o passar do tempo
SolCira
2011
página 52 = Despedida
Toda vez que nos despedimos, tontos de amor
Enquanto me afagas, enquanto te afago
Teus olhos esscuros, vidrados
Tem um brilho interior
De lua no fundo de um lago
Toda vez que nos despedimos
Á espera de uma inquietante outra vez
Enquanto recostas tua cabeça em meu peito
Te olho nos olhos, pensando que nunca nos vimos
E me olhas também, mas parece que não me vês
Toda vez que nos despedimos - toda vez -
Há um mundo de ternura em teus olhos
Um mundo estranho e profundo
Como os reflexos da luz, no vinho que ficou no fundo
De duas taças após a embriaguês.
J. G. de Araújo Jorge
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Pensamento
23 = " O mar lava todos os males dos homens " .
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SolCira
2011
página 53 = Domínio
Hoje, tu não coras se te abraço
Hoje, tu não foges ao meu beijo
Sabes que és minha .. e o que desejo e faço
É o que faz e deseja o teu desejo
Ficas mais bela no desembaraço
Da suave intimidade em que te vejo
Nada negas, e dando-me o que almejo
Tu me dás quando teu corpo enlaço
Vives pelo prazer de seres minha
E és dócil e flexível como uma haste
Quando teu corpo junto ao meu aninha-se
No abandono total em que te enleias
Quem diria, que um dia já negaste
Com a mesma boca que agora anseias.
J.G. de Araujo Jorge
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pensamento
24 = " O amor à liberdade torna os homens indomáveis e os povos invencíveis ".
SolCira
2011
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terça-feira, 7 de junho de 2011
página 54 = Brinde

Brinde
Tomarei tua cabeça entre as mãos
como uma taça
e transbordará o louro champagne
dos teus cabelos sobre meus dedos.
Me olharei no cristal dos teus olhos
e verei minha imagem refletida no desejo que efervesce
e beberei em teus lábios entreabertos a tua vida
até que teus olhos fiquem vazios e ausentes...
até que te sintas leve e gloriosa como um taça de cristal traspassada de luz
Num brinde a esse segundo de extase imortal
uma taça que, por esse segundo morreria afinal espatifada
Num grito de prazer explendido e triunfal
tua cabeça entre minhas mãos será a taça com que brindarei
nesse segundo
o destino do amor
no destino do mundo !!!
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Leia mais em
www.jgaraujo.com.br
Poema de J. G . de Araújo Jorge ( 1965 ) nasceu em 20 de maio de 1914 no Acre. Foi deputado federal em 1970, faleceu em 27 de janeiro de 1987, é considerado o Poeta do Povo e da Mocidade
SolCira
2011
página 55 e 56 = pensamentos

25 = " Não existe o patriotismo onde não há o espírito de sacrifício ".
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26 = " Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o de se arrastar " .
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27 = " A mãe é a mais bela obra de Deus " .
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28 = " O rico nem sempre é sábio, mas o sábio é sempre rico " .
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29 = " Seja como o sândalo, que perfuma o machado que o fere " .
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30 = " Se aspiras a paz definitiva, sorria ao destino que o fere " .
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31 = " O bom remédio amarga a boca " .
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32 = " A riqueza é boa, a felicidade é melhor " .
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33 = " Ninguém morre tão pobre como nasceu " .
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34 = " Mas vale um cachorro amigo que um amigo cachorro " .
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35 = " Ninguém atira pedras a uma árvore sem frutos " .
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36 = " A vida é um circo, nós é que somos os palhaços " .
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37 = " É melhor aprender tarde, que ignorar toda vida " .
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38 = " Depois da tempestade vem a bonança " .
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39 = " Se não fosse o ciúme o amor seria perfeito " .
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40 = " Ame a Deus sobre todas as coisas " .
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41 = " Não cobice a mulher do próximo " .
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42 = " Não jurar em vão " .
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43 = " Amar pai e mãe " .
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44 = " Crecei-vos e multiplicai-vos " .
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45 = " Não existe amor, sem ciúme e sem brigas " .
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Não sei o autor
SolCira
2011
página 57 = Duas almas

Duas almas
Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada
entra e sob este teto, encontrarás carinho.
Eu nunca fui amadao, e vivo tão sozinho.
Vives sozinha sempre, e nunca foste amada.
A neve anda a branquear lividamente a estrada
e a minha alcova tem tepidez de um ninho
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
banhem-se ao esplendor nascente da alvorada.
E, amanhã, quando a luz do sol doirar radiosa
essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua
pode partir de novo, ó nomade formosa
Já não serei tão só, nem mis irás tão sozinha
Há de ficar comigo uma saudade tua
Hás de levar contigo uma saudade minha !
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pensamento
46 = " A virtude é comunicável, mas o vício é contagioso " .
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O autor do poema é Alceu de Freitas Wamosy, nascido em 14 de fevereiro de 1895 no Rio Grande do Sul, faleceu depois de ser baleado em 13 de setembro de 1923, no Rio Grande do Sul. Seu primeiro livro foi lançado em 1913. Foi jornalista e poeta. Acho esta poesia fantástica.
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SolCira
2011
página 59 , 58 = Primeiro, Segundo, Terceiro amor

Primeiro amor
Formosa criatura
feita de luz e de amor
és a dileta flor
a flor nevada e pura
és um gentil primor
que o meu amor procura
um sonho ... uma ventura
um anjo sedutor
és todo o meu encanto
lá no céu a brilhar
quanto te quero !... quanto!
Mulher ! anjo sem par !
Eu te venero tanto
quanto se pode amar .....
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Segundo Amor
Esbelta e sedutora ...
E de alegria feita
angélica, perfeita
e pura como a aurora
és a mulher eleita
e que a minha alma adora
a graça tentadora
que um riso ideal enfeita
estrela peregrina
como sorriso santo
Oh! sílfide divina
Adoro-te querida
Ai! tanto ... tanto ...tanto ...
na senda desta vida.
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Ps> se quizer fazer um terceiro amor, junte o primeiro com o segundo e dará um dos mais belos poemas de amor = o terceiro amor
pensamento 47 = " Uma cabeça má arruína o corpo inteiro ".
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pensamento 48 = " Ler sem refletir é comer sem digerir " .
Não sei o autor
SolCira
2011
página 60 - pensamentos

49 = " Vale mais ser invejado que lastimado " .
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50 = " Os rouxinóis emudecem, quando os jumentos ornejam " .
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51 = " A fome boceja, a fartura arrota " .
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52 = " A crença é um refresco da razão no meio da nossa ignorência; como a luz da lua é um reflexo da do sol no meio das trevas ".
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53 = " Cuidamos muitas vezes corrigir velhos erros, adotando outros novos " .
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54 = " A natureza humana é tão misteriosa que uma grande ventura nos faz chorar e uma grande desgraça nos faz rir " .
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55 = " De todas as paixões que agitam a sociedade, a mais funestra e sanguínea é a ambição do poder " .
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SolCira
2011
página 61- O livro

O livro
João Ramos
Um livro ... Sabes, ao certo
que é um livro? Eu te digo !
É um irmão que tu tens perto,
Que chora e brinca contigo.
Que te guia no deserto,
Que, em má noite empresta abrigo,
Um coração sempre aberto,
Na vitória ou no perigo !
Trata-o, pois, com mil carinhos,
Que dá vida nos caminhos,
Um livro é como Jesus :
Sereno e bom nos seus passos
À criança abrindo os braços
Ao homem mostrando a luz.
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56 = " O mais difícil de se entender nas mulheres são os seus grandes silêncios " .
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Não achei nada sobre o autor, só que foi publicado em 1975 pela primeira vez.
http://ramos.arteblog.com.br
SolCira
2011
domingo, 5 de junho de 2011
página 63, 63 - O palhaço
- poucos momentos antes da pane de luzO palhaço
Padre Antônio Tomás
Ontem via-se-lhe em casa a esposa morta
e a filhinha mais nova tão doente
Hoje o empresário vai bater=lhe à porta
que a platéia o reclama impaciente.
Ao palco em breve surge ...
Pouco importa
o seu pesar àquela estranha gente
e ao som das ovações que os ares corta
trejeita, e canta, e ri nervosamente.
Aos aplausos da turba ele trabalha
para esconder no manto em que se embuça
a cruciante angústia que o retalha
no entanto a dor cruel mais se lhe aguça
e enquanto o lábio trêmulo gargalha
dentro do peito o coração soluça.
Há pucos dias atrás estive com minha neta em um circo. Ela ficou encantada com as cores e a alegria. Muitos sorrisos encantadores, convidadtivos, esfuzeantes. Belas atuações num palco com luz neon, fumaça artificial, grandes montagens eletrônicas. Não é um circo antigo pois obedeceu ao progresso, a tecnologia, aos computadores e em dado momento,a luz apagou, tudo pifou. O público ficou estarrecido. Medo era a primeira palavra, depois um pouco de indignação. Faltar luz, e agora ?
Por alguns momentos os palhaços ficaram no picadeiro, sorrindo, esperando a continuação do espetáculo.
Lembro que no intervalo da programação vi, um funcionário observar as fiações. Será que ele já estava esperando por isso?? Vi também que um refletor, examinado por ela não ficou aceso. Acho que o problema veio de lá. Os palhaços se recolheram, as cortinas foram fechadas. Muitas pessoas começaram a se levantar, queriam ir embora. Ouvi dizerem que os ingressos deveriam ser substituídos por outros. Início de tumulto.
Os chefes de apresentação acalmaram o povo, pediram um tempo pois os geradores iriam ser ligados e com ele toda a parafernalha eletrônica. Realmente isto aconteceu e o espetáculo foi reiniciado. E foi até o fim com sua luz neon, seus raios lazer, sus música e alegria.
Fiquei pensando em certo momento que muitas vezes, estes artista sofrem perds e sorriem para uma platéia que vai até lá para sorrir e muitas vezes, esta platéia está repleta de tristeza mas procura nas faces dos artistas uma certa forma de viver e sorrir. Parabéns a todos os artistas que nos fazer viver um pouco da alegria que procuramos.
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Mente quem diz nesta vida
muitos males ter sofrido
só de um mal a ghente sofre
é o mal de ter nascido.
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SolCira
2011
página 64, 65 - A amigo

O amigo
José Lannes
Amigo é o que nos procura
simplesmente por sentir
prazer, descanso, ventura
de nos ver e nos ouvir.
Aconslha-nos se erramos
sem humolhar-nos, porém.
E sempre que precisamos
ao nosso encontro ele vem.
Tem muitos dos nossos gostos,
das nossas opiniões
mas se diferem os rostos
concordam os corações.
Quando um dia, inopinada,
uma dor nos espezinha,
embora bem disfarçada
num instante ele advinha.
E com uma palavras breve
e sábia, realiza o encanto.
Eis que já nos sentimos leves
o que nos pesava tanto.
Na hora torva e indecisa
em que descremos de nós
só ele nos valoriza,
com sua alma e sua voz.
Mais que um irmão ! Conceito antigo
nos instrui com perfeiçãp :
"Se nem sempre o irmão é amigo,
todo amigo é irmão"
Mas não é qualquer no mundo
que possui o raro dom
de ser amigo profundo
é preciso, antes, ser bom.
págima 68, 69, 70, 71, 72, 73 - pensamentos

60. " O verdadeiro amigo, é aquele que compartilha de nossos momentos de alegria e desventura, com o mesmo sorriso ou com a mesma lágrima ".
61. " A honra é como a neve, uma vez perdida a sua brancura jamais poderá ser recuperada ".
62. " A felicidade depende de nós mesmos que das contingências e eventualidades da vida ".
63. " O sentimento mais belo que Deus deu ao homem depois da sabedoria foi a amizade " .
64. " A pureza e a felicidade de nossas vidas, dependem apenas da sábia escolha de nossos companheiros : se são bons, elevam-nos, se são maus, fazem-nos cair ".
65. " por grande e digno que seja o ideal a que se aspira, se aquele que pretende alcançá-lo se vale de meios miseráveis, é sempre um miserável " . Lacordaire
66. " Os golpes da adversidade são terrivelmente amargos, mas nunca estéries ". E. Renan
67. " As palavras do homem indicam o talento que possui, o cultivo de sua inteligência; mas sómente as ações demonstram o seu nascimento ". Arolas
68. " Cada ação nossa trz consigo, inevitavelmente, ou a sua pena ou a sua recompensa mas, ninguém está disposto a admitir essa verdade, porque as recompensas sempre nos parecem insignificantes e as penas excessivas ". Jordon
69. " A ambição é entre todas as paixões humanas, a mais ferina de suas aspirações e mais desenfreada de suas cobiças, e todavia a mais astuta no intento e a mais ardilosa nos planos ". Bossuit
70. " sempre nos afeiçoamos àqueles que nos admiram, mas nem sempre àqueles a quem admiramos " . La Rochefoucaulol
71. " Nos velhos, a ambição do poder e dominação é incomparavelmente mais atroz e violenta que nos moços; estes podem esperar, aqueles não podem perder tempo ". M. de Maricá
72. " O que mais honra um caráter é manter-se corajosamente ao lado do que é justo, ou voltar lealmente a ocupar o mesmo lugar, quando se incorreu no erro de abandonar ". Luiz VVIII - França
73. " Quem faz o bem com orgulho, deixando cair do alto a moeda da bolsa ou a palavra de conforto, pode quase transformar o benefício em insulto ". Montegazza
74. " O homem sem certeza de uma vida futura é o mais infeliz de todos os animais ". Dante
75. " Recebemos três educações diferentes: a dos nossos pais, a dos nossos mestres e a do mundo. O que aprendemos nesta última destrói todas as idéias das duas primeiras ". Montesquieu
76. " A liberdade é a mãe de todos os bens quando se faz acompanhar da justiça ". Argenson
77. " Se o homem soubesse usar utilmente a força, como a mulher sabe itilizr-se da fragilidade, seria formidável ". C. Malheiro
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78. " Bom é ter vivido, o primeiro dever do homem para o Infinito do qual saiu, é o agradecimento ". E. Renan
79. " O valor de um Estado está representado pelo valor dos individuos que o compões ". Stuart Mill
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80. " Todo o que declama contra a liberdade é porque encontra proveito na escravidão " . Manoel
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81. " O amor é uma gota celeste que os deuses deitaram no cálice da vida para corrigirem o amargor ". Rochester
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82. " O amor da liberdade torna os homens indomáveis e os povos invencíveis ". Franklin
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Rei da Ilha
No fim da rua, um pônei rubro, rubro.
No fim da tarde, um muro escuro, um muro
Descubro algumas coisa mais ? Descubro :
Um coração impuro, tão impuro.
Querer guardar este sinal ( querer )
De que minh´alma não morreu ? Morreu.
Ser ou não ser como esta tarde ( ser )
Que apareceu e desapareceu ?
Ser como a tarde que voltou, voltou
Além de meus enganos, muito além ...
Eu vou por mais um país, por onde eu vou,
Onde existe uma ilha, a minha ilha.
Ali não há ninguém ? Ninguém ? Alguém
Regressará por mim, ó minha filha.
Paulo Mendes Campos
Paulo Mendes Campos nasceu a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte - MG, filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria José de Lima Campos.
Começou os estudos de Odontologia, Veterinária e Direito, não chegando a completá-los. Seu sonho de ser aviador também não se concretizou. Diploma mesmo, gostava de brincar, só teve o de datilógrafo.
Veio ao Rio de Janeiro, em 1945, para conhecer o poeta Pablo Neruda, e por aqui ficou.
Em 1962, experimentou ácido lisérgico, acompanhado por um médico. Relatou sua experiência em artigos publicados na revista "Manchete", depois reproduzidas em "O colunista do morro" e em "Trinca de copas", seu último livro. Disse que a droga abriu "comportas" e ele se deixou invadir pelo "jorro caótico"do inconsciente até sentir o peso e a nitidez das palavras que produziam um "milagre da voz". E completava: "A comparação não presta, mas por um momento eu era uma espécie de São Francisco de Assis falando com o lobo. O lobo também sabe que amor com amor se paga".
Paulo Mendes Campos faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 1° de julho de 1991, aos 69 anos de idade.
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SolCira
2011
págima 74 - Primeiro beijo

Primeiro Beijo
Ela sorriu docemente
qundo sua boca beijei
aquele beijo ardente
que jamais esquecerei
foi um momento de luz
de amor e de paixão
foi o momento que traduziu
afet, carinho, paixão.
Bem juntinho de mim
e com tanta palidez
disse-me ela baixinho
- querido beije-me outra vez !
Ouvi dizer que o beijo
é coisa fácil de dar
mas o beijo de amor
é bom para quem sabe beijar.
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Não conheço o autor. Não sei se o mito e a espera do primeiro beijo ainda continua entre meninos e meninas. Sei que nesta época, este beijo era esperado com carinho, era o encantamento de meninas e meninos em sua conquista. Meu primeiro beijo foi longo, muito longo. Calmo, 20 minutos de beijo. Ficou em minha memória até hoje. meu primeiro beijo foi todo amor, infinitamente amor. SolCira 2011
sábado, 4 de junho de 2011
página 75 - Aniversário do meu bem

Aniversário do meu bem
Hoje é o dia dos teus anos
mais uma primavera tens
receba de tua querida
meus sinceros parabéns
Não tenho prenda mimosa
que te possa oferecer
só tenho para te dar
amor até morrer
Juro te amar
juro te querer
juro não trocar
teus carinhos, meu viver
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" O casamento é como a cebola, faz chorar mas, se come ".
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Não sei o autor. Como é inocente a cabeça de uma menina em 1964
Sobre a foto, neste janeiro de 2011, estava fazendo fisioterapia para uma dor imensa nas costas, principalmente na região lombar. Estava limpando minhas plantas e ao levantar um balde pesadão, mudando a planta de lugar, senti uma dor forte nas costas. Não liguei e continuei meu trabalho. No dia seguinte não conseguia nem me mexer na cama. Após tomar alguns analgésicos que tinha em casa, resolvi ir ao ortopedista. Anti-inflamatório e fisioterapia foram indicados. Neste local onde escolhi fazer a fisiterapia, passava a tarde quase toda esperando ser atendida.
Assim passei as férias de janeiro de 2011. Hoje , as dores não melhoraram, estão somente mais brandas e creio que por um peso pesado não serei mais a pessoa que fui durante um tempo. Por isso, fica aqui meu conselho : Cuidado ao levantar objetos pesados, cuidado com seu corpo que, uma vez danificado é difícil voltar ao que era antes.
SolCira
2011
página 76 - Amo-te

Amo-te
Amor, como eu te amo
ninguém jamais te amará
sofrendo constantemente
sofrendo por te amar
Se um dia me deixares
eu morrerei de paixão
mas saberei perdoar
teu ingrato coração
E mesmo depois da morte
debaixo do frio caixão
teu nome escreverei
dentro do meu coração
Não sei o autor
SolCira
2011
página 76, 77 e 78

" Ser grande é ser incompreendido "
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Dia 15 de maio = começo da lua cheia, as formigas entraram em desova .....
Dia 16 de maio = não haviam mais formigas
Dia 19 de maio = apareceram formigas novas
dia..... de...... lua.
CIRA
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" Não te cases com mulher rica, pois teus filhos serão inimigos natos do trabalho. "
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" Não fales de tua sorte a um homem mais desgraçado que tu ".
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" Pensem o que quiserem de ti, faz aquilo que te pareça justo, mantem-te indiferente ao elogio e ao vitupério ".
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" Educai a criança e não será preciso punir o homem ".
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" Que é a vida ???
É uma luz desamparada, colocada no pico de uma montanha que o vento do norte sopra de todos os lados : é o pélago tremendo de dores, de prazeres, de aflições, de contínuo gemer ".
Victor Hugo
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Hoje , após tantos anos, ao reler estes pensamentos, gostaria de saber o que eles representavam para mim. Quanto às formigas, sempre as olhei com carinho. Vejo até hoje a movimentação que elas fazer em mudar de um lado para o outro, com seus ovos branquinhos, quase totalmente transparentes, quando algo aflige o formigueiro. Salvar as crianças é de suma importância para a vida e as formigas nos ensinam grandes lições.
SolCira
2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
págima 79

página 80

Amor é fogo que arde sem se ver
As palavras entre assinaladas são originais do texto escrito no Caderno de Poesias.
página 81

If you want to conquer the world, beguim by conquering your self.
I hope you may have peace and joy in all your life.
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Sinto beijos de amor... apaixonados.
Sinto os carinhos teus a mim tão dedicados.
Unem-se aos meus na febre do desejo.
Um beijo ! Uma palavra !Um outro beijo !
Mas, derrepente foges e eu quase louco
Chamo por ti .... em vão.
E pouco a pouco
Retorno triste a triste realidade.
Vejo que não te vi ... Que delirei ....
Passou a febre mas, conservarei
Desse delírio meu, uma saudade .
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Eu queria ser uma lágrima
Para em teus olhos nascer
Em tua face rolar
Em teus lábios morrer
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SolCira
2011
Do fim para o começo

A colega que me ofertou o presente assim o fez para que nele eu escrevesse poesias, é claro.
Eu tinha 15 anos de idade, isto em 11 de setembro de 1964 e iniciei meu caderno em 12 de setembro de 1964.
Vou deixar aqui o nome dela, Marlene A. Silva.
Não sei onde Marlene se encontra.
Nos perdemos nos caminhos da vida.
Quem sabe, um dia, nos encontremos outra vez por intermédio deste blog.
Começo do fim pois os blogs são ordenador por data e desejo que a primeira página seja realmente a primeira página deste blog.
Não há intenção de propaganda e sim de mostrar que nesta época vivíamos num mundo de poesias.
As meninas sonhavam e viviam seus sonhos poeticamente.
Hoje em dia os poemas sumiram das cabeças dos jovens. ( e da minha cabeça também ).
Aos autores que aqui irão aparecer , o meu muito obrigada por terem ajudado meus sonhos, preenchido de carinho minha juventude, inspirado meu crescimento.
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A vida é para mim muito boa, tenho minha mãe e meu pai, sou por eles adorada, faço amizades muito facilmente mas, não confio em amigos ( as ), tenho um namorado do qual tenho-lhe um grandioso e estupendo amor.
Ele diz sempre que me ama e que viveremos juntos até a morte, que vai noivar e casar-se comigo e que tentará me fazer muito feliz. ( 06 de abril de 1965 )
Desculpe os erros de gramática mas, estou copiando da forma como escrevi. Não desejo corrigir o que já foi feito.
Hoje ( 2011 ) minha mãe e meu pai já faleceram.
Meu namorado, noivou e casou comigo. Ele me protegeu, amparou e me deu muito amor. Faleceu quando ainda jovem e realmente vivemos juntos até a morte. Quanto ao amor que eu sentia por ele, ainda corre em minhas veias, faz meus olhos repletos de lágrimas e queima fundo meu coração saudoso e ainda dolorido.
SolCira2001