J.G. de Araújo Jorge
Só podes ofertar o silencio e a amargura
Meu pobre amor de ti só espera a indiferença
perdoe meu amor ... perdoa-me a loucura
que quem tem como eu tenho, um coração, não pensa ...
Há muito pela vida andava na procura
de alguém que viesse encher de luz minha descrença
Foi então que te vi ... e julguei que a ventura
pudesse ainda encontrar nesta jornada imensa ...
E foi assim que um dia eu fui sentimental
Acreditei no amor ... E, talvez, por castigo
fizeste-me sofrer - mas não te quero mal
Quem amou fui eu só ... Eu nunca fui amado :
- mereço a minha dor, e este sofrer bendigo
amargura cruel de me julgar culpado.
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