Única
Nilo de Freitas Bruzzi
No turbilhão da vida cotidiana
há sempre um rosto oculto de mulher
há no tumulto da existência humana
alguém que a gente quis e ainda quer
E numa sede de paixão insana
cego e humilhado, aceita outra qualquer
mas, seu íntimo ardor, de alma profana
porque a alma nem acordará sequer
E vão passando, assim, uma por uma
mulheres e mulheres, como vieram
sem depois despertar saudade alguma
Pobre de quem, como eu, vê que, infeliz
teve todas aquelas que o quiseram
mas nunca teve aquela que ele quis.
Nasceu em 1897 e faleceu em 1978
Leia mais em : www.poetas.capixabas.nom.br
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
página 57 = Duas almas

Duas almas
Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada
entra e sob este teto, encontrarás carinho.
Eu nunca fui amadao, e vivo tão sozinho.
Vives sozinha sempre, e nunca foste amada.
A neve anda a branquear lividamente a estrada
e a minha alcova tem tepidez de um ninho
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
banhem-se ao esplendor nascente da alvorada.
E, amanhã, quando a luz do sol doirar radiosa
essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua
pode partir de novo, ó nomade formosa
Já não serei tão só, nem mis irás tão sozinha
Há de ficar comigo uma saudade tua
Hás de levar contigo uma saudade minha !
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pensamento
46 = " A virtude é comunicável, mas o vício é contagioso " .
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O autor do poema é Alceu de Freitas Wamosy, nascido em 14 de fevereiro de 1895 no Rio Grande do Sul, faleceu depois de ser baleado em 13 de setembro de 1923, no Rio Grande do Sul. Seu primeiro livro foi lançado em 1913. Foi jornalista e poeta. Acho esta poesia fantástica.
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SolCira
2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
págima 79

Modo de amar
O cravo também se muda
do jardim para o deserto
de longe também se ama
como se ama de perto
Saudade menor preciso
certa de onde vem
basta lembrar o sorriso
e os olhos castanhos de alguém
As ruas vão dar na praça
os rios vão dar no mar
um amor tão puro como o nosso
só vai dar nos pés do altar.
Não sei o autor , mas este poema foi meu namorado que me ofertou nesta época remota, fala da flor que gosto, fala das viagens que ele fazia e que nos deixavam longe um do outro, fala de meus olhos castanhos, fala da saudade e do sorriso da chegada, fala da praça onde nos encontramos ( lá no bairro do Méier ) em que todas as ruas por onde ele passava chegariam lá de qualquer forma, fala do rio do local onde eu morava mas que ao desaguar no mar fazia nossa ligação profunda ( ele era marinheiro e viajava muito ), fala de ser puro nosso amor e do desejo do casamento.]
SolCira
2011
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