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sexta-feira, 17 de junho de 2011

página 3 = Estranha encruzilhada

Estranha Encruzilhada
J. G. de Araújo Jorge
Não sei porque cruzou com a tua, a minha estrada
o destino é inconsciente, irônico e mordaz;
- encontro-te, e afinal, já sei que és amada
- encontro-te,e afinal, já é bem tarde demais.
Já não posso esquecer a existência passada,
perdi meu coração, o amor não tenho mais
Já não tens coração e a tua alma, coitada,
sofrendo há de ficar sem me esquecer jamais.
Até hoje nesse amor não tínhamos pensado
é por isso talvez que em silêncio tu choras
e em silêncio também meu pranto é derramado.
Eu cheguei ... Tu chegaste ... Estranha encruzilhada
se eu tenho que partir depois que tu me adoras
se eu tenho que ficar sabendo-te adorada !

Incrível que nesta época achei esta poesia bonita mas, não sabida que ela iria ser a poesia na qual muitas histórias de minha vida seriam contadas.

SolCira
2011

página 4 = Fuga

Fuga
J.G. de Araújo Jorge
Amo um lugar assim, amo os lugares
onde há montanhas, selvas, passarinhos
- onde o giz alvacento dos luares
fazem rabiscos de luz pelos caminhos
Que bom ficarmos sempre assim sozinhos
Quanta coisa depois, para lembrares :
- esta calma varanda ... os meus carinhos
um silêncio ... que é música nos ares ...
A porteira lá em baixo ... A estrada, o fim ...
Ah! Se pudéssemos nos esquecer
para onde segue aquela estrada assim ...
Ah! Se pudéssemos pensar que aquela
estrada, ali adiante vai morrer ...
- Como a vida, meu Deus, seria bela !

SolCira
2011