Poesias e Amor
Casimiro de Abreu
A tarde que expira
A flor que suspira
O canto da lira
Da lua o clarão
Dos nares na raia
A luz que desmaia
E as ondas na praia
Lambendo-lhe o chão
Da noite a harmonia
Melhor que o dia
E a vida ardentia
Das águas do mar
A virgem incauta
As vozes da flauta
E o canto do nauta
Chorando o seu lar
Os trêmulos lumes
Da fronte os queixumes
E os meigos perfumes
Que volta o vergel
As noites brilhantes
E os doces instantes
Dos noivos amantes
Na lua de mel.
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pensamento
10 = " A vida é uma obra de arte, devemos modela-la com cuidado e carinho " .
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11 = " Às riquezas mal adquiridas, prefira a pobreza honesta ".
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12 = " Quando nascestes todos riam e só tu choravas, vive de tal maneiras que quando morras, todos chorem e só tu rias " .
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13 = " O bem não faz o mal, nem o mal faz o bem " .
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14 = " Há males que vêem para o bem " .
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SolCira
2011
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
página 44 = lembrança
Lembrança
Como o triste marinheiro
Deixa em terra uma lembrança
Levando n´alma a esperança
E a saudade que consome
Assim nas folhas do álbum
Eu deixo meu pobre nome
E se nas ondas da vida
Minha barca for fendida
E meu corpo espedaçado
Ao ler o canto sentido
Do pobre nauta perdido
Teus lábios dirão _ coitado
Sei que este poema foi escolhido por falar de um marinheiro pois nesta época já namorava meu futuro marido que era marinheiro.
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pensamento
15 = " Até um cabelo faz sombra " .
.............................................................................
16 = " O não é uma bofetada com a língua " .
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SolCira
2011
Como o triste marinheiro
Deixa em terra uma lembrança
Levando n´alma a esperança
E a saudade que consome
Assim nas folhas do álbum
Eu deixo meu pobre nome
E se nas ondas da vida
Minha barca for fendida
E meu corpo espedaçado
Ao ler o canto sentido
Do pobre nauta perdido
Teus lábios dirão _ coitado
Sei que este poema foi escolhido por falar de um marinheiro pois nesta época já namorava meu futuro marido que era marinheiro.
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pensamento
15 = " Até um cabelo faz sombra " .
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16 = " O não é uma bofetada com a língua " .
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SolCira
2011
página 45 = Ontem à noite
Ontem à noite
Casimiro de Abreu ( 1859 )
Ontem sozinhos - eu e tu, sentados
nos contemplamos, quando a noite veio
queixosa e mansa a viração dos prados
beijava o rosto e te afagava o seio
que palpitava como - ao longe - o mar
e lá no céu esses rubins pregados
brilhavam menos, que teu vivo olhar !
Co´a mão nas minhas, no silêncio augusto
tu me falavas sem mentido susto
e nunca a virgem, que a paixão revela
passou-me em sonho tão formosa assim
vendo a noite pura e vendo a ti tão bela
eu disse aos astros - dai o céu a ela !
Disse os teus olhos - dai amor p´ra mim !
SolCira
2011
Casimiro de Abreu ( 1859 )
Ontem sozinhos - eu e tu, sentados
nos contemplamos, quando a noite veio
queixosa e mansa a viração dos prados
beijava o rosto e te afagava o seio
que palpitava como - ao longe - o mar
e lá no céu esses rubins pregados
brilhavam menos, que teu vivo olhar !
Co´a mão nas minhas, no silêncio augusto
tu me falavas sem mentido susto
e nunca a virgem, que a paixão revela
passou-me em sonho tão formosa assim
vendo a noite pura e vendo a ti tão bela
eu disse aos astros - dai o céu a ela !
Disse os teus olhos - dai amor p´ra mim !
SolCira
2011
págia 46 = um poema de Casiniro de Abreu
Tudo muda com os anos
a dor - em doce saudade
na velhice - a mocidade
a crença nos desenganos
-Tudo se gasta e se afeia
tudo desmaia e se apaga
como um nome sobre a areia
quando cresce e corre a vaga
Feliz quem guarda as memórias,
as lembraças mais queridas
no livro d`alma esculpidas
gravadas fundas em si !
- Essas duram, mas que vale
um nome desconhecido,
se há de ser logo esquecido
o nome que eu deixo aqui.
Casimiro de Abreu, escrito em 19Mar1860 e publicado em 24ABR1864 no Jornal Cosmo Literário, Rio. Foi um poema dedicado a Nicolau Vicente Pereira.
Lei mais em : www.laab.com.br/fotografia.html
SolCira
2011
a dor - em doce saudade
na velhice - a mocidade
a crença nos desenganos
-Tudo se gasta e se afeia
tudo desmaia e se apaga
como um nome sobre a areia
quando cresce e corre a vaga
Feliz quem guarda as memórias,
as lembraças mais queridas
no livro d`alma esculpidas
gravadas fundas em si !
- Essas duram, mas que vale
um nome desconhecido,
se há de ser logo esquecido
o nome que eu deixo aqui.
Casimiro de Abreu, escrito em 19Mar1860 e publicado em 24ABR1864 no Jornal Cosmo Literário, Rio. Foi um poema dedicado a Nicolau Vicente Pereira.
Lei mais em : www.laab.com.br/fotografia.html
SolCira
2011
página 47, 48, 49 = Fôlha Negra
Fôlha Negra
Casimiro de Abreu
Sinhá, um outro mancebo
Alegre, poeta e crente
soltara um canto fremente
de amor talvez - de alegria
e aqui nas folhas do livro
deixará - amor e poesia
Mas eu que não tenho risos
nem alegrias tão pouco
em sinto este fogo louco
que a mocidade consome
nas brancas folhas do livro
só posso deixar meu nome
é triste como um gemido
é vago como um lamento
- queixume que volta o vento
nas pedras de uma ruina
na hora em que o sol se apaga
e quando o lírio se inclina
grito de angústia do pobre
que sobre as àguas se afoga,
cadáver que bóoia e voda
longe da praia querida
grito de quem na agonia
- já morto - se apega à vida
vozes de flauta longínqua
que as nossas mágoas aviva
soluço da patativa
queixume do mar que rola
cantiga em noite de lua
cantada ao som da viola
saudade do pegureiro
que chora o seu lar amado
- calado e só - recostado
na pedra de algum caminho
canção de santa douçura
da mãe que embala o filhinho
Meu nome ! ... É simples e pobre
mas é sombrio e traz dores
- grinalda de murchas flores
que o sol queima e não consome
- Sinhá ! ... das folhas do livro
é bom tirar meu nome.
........................................................................................
pensamentos
17 = " Há sempre uma mulher na origem de todas as grandes coisas " .
.............................................................................................................
18 = " O patriotismo, praticamente, consiste no trabalho " .
.......................................................................................................................
19 = " A inveja abala os cumes mais altos " .
..............................................................................................
20 = " De todas as artes a mais bela, a mais expressiva, a mais difícil é sem dúvida a arte da palavra " .
...................................................................................................
21 = " A mulher é a filha mais nova e a mais querida de Deus, a mais perfeita das criaturas " .
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SolCira
2011
Casimiro de Abreu
Sinhá, um outro mancebo
Alegre, poeta e crente
soltara um canto fremente
de amor talvez - de alegria
e aqui nas folhas do livro
deixará - amor e poesia
Mas eu que não tenho risos
nem alegrias tão pouco
em sinto este fogo louco
que a mocidade consome
nas brancas folhas do livro
só posso deixar meu nome
é triste como um gemido
é vago como um lamento
- queixume que volta o vento
nas pedras de uma ruina
na hora em que o sol se apaga
e quando o lírio se inclina
grito de angústia do pobre
que sobre as àguas se afoga,
cadáver que bóoia e voda
longe da praia querida
grito de quem na agonia
- já morto - se apega à vida
vozes de flauta longínqua
que as nossas mágoas aviva
soluço da patativa
queixume do mar que rola
cantiga em noite de lua
cantada ao som da viola
saudade do pegureiro
que chora o seu lar amado
- calado e só - recostado
na pedra de algum caminho
canção de santa douçura
da mãe que embala o filhinho
Meu nome ! ... É simples e pobre
mas é sombrio e traz dores
- grinalda de murchas flores
que o sol queima e não consome
- Sinhá ! ... das folhas do livro
é bom tirar meu nome.
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pensamentos
17 = " Há sempre uma mulher na origem de todas as grandes coisas " .
.............................................................................................................
18 = " O patriotismo, praticamente, consiste no trabalho " .
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19 = " A inveja abala os cumes mais altos " .
..............................................................................................
20 = " De todas as artes a mais bela, a mais expressiva, a mais difícil é sem dúvida a arte da palavra " .
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21 = " A mulher é a filha mais nova e a mais querida de Deus, a mais perfeita das criaturas " .
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SolCira
2011
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