Luiz Caetano Pereira Guimarães Júnior
A vida dele era uma gargalhada
a vida dela um pranto. Ela chorava
sob o cruel trabalho que a matava
ele ria na tasca enfumaçada.
Jamais nos lábios dela a asa dorada
de um sorriso passou, jamais na casa
e horrenda face dele resvalava
sequer de um pranto a pérola nevada.
Mas Deus, que deu à entranha de Maria
o Redentor, dos homens, Deus lhes fez
uma esmola - Deus fê-los pais um dia
E ambos beijando ao filho os víveos pés
pela primeira vez ela sorria
e ele chorou pela primeira vez.
Toda vez que leio este poema tenho que controlar as lágrimas que teimam em rolar por minha face.
Guimarães Júnior nascei em 1845 e faleceu em 1898
SolCira
2011
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