sexta-feira, 10 de junho de 2011

página 51 = Lua de Mel

Lua de Mel
Ébrios de amor e intermináveis desejos
Sôbre o leito de rosas e arminho
Os noivos mergulham entre beijos
Nas alvas ondas de um lençol de linho
Da perfumada alcova só se ouvia
O rumor de um beijo apaixonado
Ela excitante e febril ajeitava-se a ele
E ele ajeitava-se a ela estético e apaixonado
Ouve-se um não e depois um sim
A bela virgem chorava pálida
E a sua busca e original capela
Desfolhou-se em ânsia evaporada
No dia sequinte mal o sol raiava
Escarlava a natureza inteira
E ela do leito se erguendo procurava
A preciosa jóia que já perdera.

Tenho este poema como de J.G. de Araújo Jorge, não encontrei nada sobre este poema. Acho que existe alguma palavra errada,pois em 1964 não compreendia muitas coisas.
Acho interessante também que o passar de menina para mulher era considerado um fato importante e valoroso na vida de uma menina. Hoje, 2011, vemos meninas de 12, 13 anos já serem mâes ou estarem se prostituindo por aí. O romantismo acabou, o tabu parece que tanbém acabou, a jóia perdida parece estar em um outro local esquecida com o passar do tempo

SolCira
2011

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