sexta-feira, 17 de junho de 2011

página 32 = Inverno

Inverno
Das trevas a noite soltava o veludo
Velário das dores, dos sonhos, renúncia
A terra lembrou-me gigante cinzeiro
Ardendo nos restos mortais de um entrudo.
Brilhante correu com um luz diferente
mostrando de um vulto formoso semblante.
Bonita era ela, o ser visitante
Mãe d´agua querida do pranto da gente.
Senti soluçando a voz embargada
Beijou-me a beldade na face molhada
Um beijo de afeto e santa piedade
E vendo o além disse assim :
tens em mim
o resto da vida e o preço do fim
sou dor e delícia
me chamo saudade

Não sei o autor
SolCira
2011

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