segunda-feira, 9 de maio de 2011

págima 79









Modo de amar






O cravo também se muda



do jardim para o deserto



de longe também se ama



como se ama de perto






Saudade menor preciso



certa de onde vem



basta lembrar o sorriso



e os olhos castanhos de alguém






As ruas vão dar na praça



os rios vão dar no mar



um amor tão puro como o nosso



só vai dar nos pés do altar.









Não sei o autor , mas este poema foi meu namorado que me ofertou nesta época remota, fala da flor que gosto, fala das viagens que ele fazia e que nos deixavam longe um do outro, fala de meus olhos castanhos, fala da saudade e do sorriso da chegada, fala da praça onde nos encontramos ( lá no bairro do Méier ) em que todas as ruas por onde ele passava chegariam lá de qualquer forma, fala do rio do local onde eu morava mas que ao desaguar no mar fazia nossa ligação profunda ( ele era marinheiro e viajava muito ), fala de ser puro nosso amor e do desejo do casamento.]






SolCira



2011

página 80




Amor é fogo que arde sem se ver





Amor é um fogo que arde sem se ver;




É ferida que dói e não se sente;




É um contentamento descontente;




É ( a ) dor que desatina sem doer;




É um não querer mais que bem querer;




É solitário andar por entre a gente;




É ( um não contentar ) nunca contentar-se de contente;




É cuidar que se ganha em se perder;




É um estar ( -se ) preso por vontade;




É servir a quem vence ,o vencedor;




É ( um ) ter com quem nos ( mostra ) mata lealdade.




Mas como causar pode o seu favor




Nos ( mortais ) corações humanos amizade (conformados ),




( Sendo ) Se ( a si ) tão contrário a si é o mesmo Amor?




Luís de Camões






As palavras entre assinaladas são originais do texto escrito no Caderno de Poesias.








SolCira




2011

página 81







I wich you good luck and happines
If you want to conquer the world, beguim by conquering your self.
I hope you may have peace and joy in all your life.
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Sinto beijos de amor... apaixonados.
Sinto os carinhos teus a mim tão dedicados.
Unem-se aos meus na febre do desejo.
Um beijo ! Uma palavra !Um outro beijo !
Mas, derrepente foges e eu quase louco
Chamo por ti .... em vão.
E pouco a pouco
Retorno triste a triste realidade.
Vejo que não te vi ... Que delirei ....
Passou a febre mas, conservarei
Desse delírio meu, uma saudade .

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Eu queria ser uma lágrima
Para em teus olhos nascer
Em tua face rolar
Em teus lábios morrer

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SolCira
2011

Do fim para o começo






Quando completei 15 anos de idade ganhei de aniversário um caderno cor de couro claro na capa dizia POESIAS.



A colega que me ofertou o presente assim o fez para que nele eu escrevesse poesias, é claro.



Eu tinha 15 anos de idade, isto em 11 de setembro de 1964 e iniciei meu caderno em 12 de setembro de 1964.



Vou deixar aqui o nome dela, Marlene A. Silva.



Não sei onde Marlene se encontra.



Nos perdemos nos caminhos da vida.



Quem sabe, um dia, nos encontremos outra vez por intermédio deste blog.



Começo do fim pois os blogs são ordenador por data e desejo que a primeira página seja realmente a primeira página deste blog.



Não há intenção de propaganda e sim de mostrar que nesta época vivíamos num mundo de poesias.



As meninas sonhavam e viviam seus sonhos poeticamente.



Hoje em dia os poemas sumiram das cabeças dos jovens. ( e da minha cabeça também ).



Aos autores que aqui irão aparecer , o meu muito obrigada por terem ajudado meus sonhos, preenchido de carinho minha juventude, inspirado meu crescimento.
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A vida é para mim muito boa, tenho minha mãe e meu pai, sou por eles adorada, faço amizades muito facilmente mas, não confio em amigos ( as ), tenho um namorado do qual tenho-lhe um grandioso e estupendo amor.


Ele diz sempre que me ama e que viveremos juntos até a morte, que vai noivar e casar-se comigo e que tentará me fazer muito feliz. ( 06 de abril de 1965 )


Desculpe os erros de gramática mas, estou copiando da forma como escrevi. Não desejo corrigir o que já foi feito.


Hoje ( 2011 ) minha mãe e meu pai já faleceram.


Meu namorado, noivou e casou comigo. Ele me protegeu, amparou e me deu muito amor. Faleceu quando ainda jovem e realmente vivemos juntos até a morte. Quanto ao amor que eu sentia por ele, ainda corre em minhas veias, faz meus olhos repletos de lágrimas e queima fundo meu coração saudoso e ainda dolorido.

SolCira


2001