J. G. de Araújo Jorge
Tímida, pálida, nervosa e bela
tão linda assim semi-despida.
Deixa no seio em flor a cândida donzela
morrer o suspiro de uma doce querida
A luz fosca da lampada amarela
se espreguiça, se alonga em torno dela
e a noiva suspirando os olhos fecha
Chega o noivo, há momento indeciso
Há corações tremendo de ânsia louca e desejos
Há beijos, há carinhos e sorrisos.
A luz apaga e a alcova encerra
Dois corpos, duas almas, duas bocas
e uma virgem a menos sobre a terra.
Super lindo, todo sonho de um casal de namorados e enamorados.
SolCira
2011
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