Sofreste tu de mais, meu caro amigo
ainda jovem ter o coração
com vasos estalados e cavernas
cruéis e impiedosos no pulmão
Tu eras quanto o fora Apolo
querido, generoso, bom, leal
E tão alegre que nos parecia
Criança viva em dia de natal.
Hoje te vejo amortalhado e frio
E, esquisito, sinto um calafrio
pensando que tu foste e que fiquei
Ligou-nos sempre apenas amizade
mas sobre o teu caixão, peso a verdade
Tu me amaste muito, e eu te amei.
Não sei o autor
SolCira
2011
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