segunda-feira, 9 de maio de 2011

págima 79









Modo de amar






O cravo também se muda



do jardim para o deserto



de longe também se ama



como se ama de perto






Saudade menor preciso



certa de onde vem



basta lembrar o sorriso



e os olhos castanhos de alguém






As ruas vão dar na praça



os rios vão dar no mar



um amor tão puro como o nosso



só vai dar nos pés do altar.









Não sei o autor , mas este poema foi meu namorado que me ofertou nesta época remota, fala da flor que gosto, fala das viagens que ele fazia e que nos deixavam longe um do outro, fala de meus olhos castanhos, fala da saudade e do sorriso da chegada, fala da praça onde nos encontramos ( lá no bairro do Méier ) em que todas as ruas por onde ele passava chegariam lá de qualquer forma, fala do rio do local onde eu morava mas que ao desaguar no mar fazia nossa ligação profunda ( ele era marinheiro e viajava muito ), fala de ser puro nosso amor e do desejo do casamento.]






SolCira



2011

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