sexta-feira, 17 de junho de 2011

Primeiras palavras







Álbum de Versos
pertencente à Jacira Macedo Soares de Almeida
Caminho do Mateus, Inhaúma, Estado da Guanabara, Cidade do Rio de Janeiro
11 de setembro de 1964




N´estas folhas perfumadas
Pelas rosas desfolhadas
D´esses cantos de amizade
Permite que venha agora
Quem longe de você chora
Bem triste gravar : SAUDADE !!!
...........................................................................................................


Prece
" Dai-me , Senhor, coragem e força para que possa mostrar-me digno de haver sido criado à vossa imagem "



Observação em 2011
Nesta data, 17 de junho de 2011 termino a digitação deste Caderno de Poesias. Foi um presente de Marlene de Assis Silva. Em 1964 eu estava completando a idade de 15 anos. Tinha a vida toda pela frente, ilusões, desejos, metas, paixões. Tinha um mundo a conquistar. O desejo de ser professora ardia em minha mente. Cumpri o desejo, cumpri a meta. Me formei, lecionei por 25 anos seguidos. Tão simples. Caminho acidentado. Dissabores. Aprendi que a estrada não é reta, não é asfaltada, não tem recuos, não tem paradas, segue por aqui e por ali, desvia, é acidentada mas, o caminho está lá. E você segue, muitas vezes relutante mas, segue. Paisagens diversas, gente diversa, tempos diversos, pensamentos diversos. E você muda com o tempo, muda seu pensamento, sua forma de agir, seus amigos, seus parentes, seu corpo, seus sentimentos. Alguma coisa permanece, saudade, emoção, etc., algumas coisas ficam na lembrança, mas um cheiro, um gosto, um som, uma palavra, um odor pode ter a capacidade para recordar e fazer viver os mesmos momentos de uma nova forma.
Espero que aquele que por estas páginas passar , ler e analisar possa também recordar, se a idade assim o permitir ou de alguma forma sentir aquilo que eu vivi por algum tempo em minha juventude
Jacira Macedo Soares de Almeida
jaciramsa@ig.com.br
SolCira
2011

página 1 = Tonta

Tonta
J.G. de Araújo Jorge
Dizes que ficas tonta ... quando em tua boca
ergo a taça da minha a transbordar de beijos
e te dou a beber dessa champanha louca
que espuma dos meus lábios para os teus desejos.
Dizes ... E em teu olhar incendiado talvez
como que tonto mesmo e ardendo de calor
vejo se repetir minha própria embriaguez
e o mundo de loucura que há em nosso amor ...
E receio por ti e por mim receio
que um dia ao te sentir tão junta, eu enlouqueça
e aperte no meu peito a macies do teu seio ...
Dizes que ficas tonta ... Hás de então ficar louca !
E eu tomando entre as mãos tua cabeça
hei de fazer sangrar de beijos tua boca !...

Este poema é todo o louco amor que tive em minha vida por meu namorado, noivo e marido.

SolCira
2011

página 2 = Maldade

Maldade
J.G. de Araújo Jorge
Tu podes ser igual a todo mundo
teres defeitos mais que toda gente,
- que me importa ? se este amor é cego e profundo
teima em dizer que te acha diferente !
Para mim ( eu que te amo como um louco ),
os que falam de ti são línguas más,
- Ah! todo amor que te dedico é pouco
e é sempre pouco o amor que tu me dás !
Sou a sombra que segue os teus desejos,
e aos teus pés, numa oferta extraordinária
a minha alma vendeu-se por teus beijos ...
Falam de ti ... Escuto-os ... Fico mudo ...
Quanta maldade cruel, desnecessária
se eu já sei quem tu és ... se eu sei tudo !

SolCira
2011

página 3 = Estranha encruzilhada

Estranha Encruzilhada
J. G. de Araújo Jorge
Não sei porque cruzou com a tua, a minha estrada
o destino é inconsciente, irônico e mordaz;
- encontro-te, e afinal, já sei que és amada
- encontro-te,e afinal, já é bem tarde demais.
Já não posso esquecer a existência passada,
perdi meu coração, o amor não tenho mais
Já não tens coração e a tua alma, coitada,
sofrendo há de ficar sem me esquecer jamais.
Até hoje nesse amor não tínhamos pensado
é por isso talvez que em silêncio tu choras
e em silêncio também meu pranto é derramado.
Eu cheguei ... Tu chegaste ... Estranha encruzilhada
se eu tenho que partir depois que tu me adoras
se eu tenho que ficar sabendo-te adorada !

Incrível que nesta época achei esta poesia bonita mas, não sabida que ela iria ser a poesia na qual muitas histórias de minha vida seriam contadas.

SolCira
2011

página 4 = Fuga

Fuga
J.G. de Araújo Jorge
Amo um lugar assim, amo os lugares
onde há montanhas, selvas, passarinhos
- onde o giz alvacento dos luares
fazem rabiscos de luz pelos caminhos
Que bom ficarmos sempre assim sozinhos
Quanta coisa depois, para lembrares :
- esta calma varanda ... os meus carinhos
um silêncio ... que é música nos ares ...
A porteira lá em baixo ... A estrada, o fim ...
Ah! Se pudéssemos nos esquecer
para onde segue aquela estrada assim ...
Ah! Se pudéssemos pensar que aquela
estrada, ali adiante vai morrer ...
- Como a vida, meu Deus, seria bela !

SolCira
2011

página 5 = Classicismo

Classicismo
J.G. de Araújo Jorge
Longínquo descendente dos helenos
pelo espírito claro e a alma panteísta
- amo a beleza esplêndida de Vênus
com uma alegria singular de artista.
Amo a aventura e o belo, amo a conquista
Nem receio os traidores e os venenos ...
- Trago na alma,engastada, uma ametista
- meus olhos de esmeraldas, são serenos
Com os pés na terra tenho o olhar no céu
a alma, pura e irrequieta como as linfas
soltas no chão, nos lábios, tenho mel ...
Meu culto é a liberdade e a vida sã
O ainda hoje sigo a perseguir as ninfas
com a minha flauta mágica de Pã.

SolCira
2011

página 6 = Humildade

Humildade
J.G. de Araújo Jorge
Na humildade tristonha de uma poça d´agua
que a última chuva deu vida,
há boiando a alegria colorida de um arco-íris ...
Não te importes pois, se nos meus olhos
tu te refletires ...

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pensamento
1 = " Afligir-se antes do tempo é afligir-se duas vezes " .

SolCira
2011

página 7 = Declaração de amor

Declaração de amor
Não te recordas mais ? ... dois anos são passados
após aquela noite clara, e aquele mar
que empraiando distante, ouvir nos faz calados
os segredos de amor que estavas a murmurar.
Nós dois - quanta saudade ! ... os braços enlaçados
fitávamos sonhando, o azul, cheio de luar
- e os grãozinhos de luz, no céu, pulmerizados
numa estrada que além ... frigia ao nosso olhar
Que mais ? .. Tudo era belo erro íntimo causado
a beleza do espaço à beleza da terra
não pude me conter, e os olhos teus fitando
Disse : - que mar feliz ! ... que infinito esplendor
que pode haver maior que o céu que tudo e encerra
mais belo que esta noite ?! ... e tu disseste : " o amor ".

Não sei autor

SolCira
2011

página 8 = Amargura

Amargura
J.G. de Araújo Jorge
Só podes ofertar o silencio e a amargura
Meu pobre amor de ti só espera a indiferença
perdoe meu amor ... perdoa-me a loucura
que quem tem como eu tenho, um coração, não pensa ...
Há muito pela vida andava na procura
de alguém que viesse encher de luz minha descrença
Foi então que te vi ... e julguei que a ventura
pudesse ainda encontrar nesta jornada imensa ...
E foi assim que um dia eu fui sentimental
Acreditei no amor ... E, talvez, por castigo
fizeste-me sofrer - mas não te quero mal
Quem amou fui eu só ... Eu nunca fui amado :
- mereço a minha dor, e este sofrer bendigo
amargura cruel de me julgar culpado.

página 9 = Mascarados

Mascarados
J. G. de Araújo Jorge

Mascarados os dois - ou mascarada
na hipocrisia com que iludo a vida
Tu, na aparência inútil e fingida
que, usas na rua com o maior cuidado
Passas por mim e segues a meu lado
como um outro qualquer desconhecido
quem há de imaginar nosso passado
e a intimidade entre nós dois perdidas ...
Ninguém ... Certo ninguém pensa e advinha
porque eu não digo e tu não dizes
que eu já fui tua ... o que já foste meu
mas quanta vez, amargurada, penso
em como nos sentimos infelizes
no carnaval de nosso orgulho imenso...

SolCira
2011

página 10 = Alcova nupcial

Alcova Nupcial
J. G. de Araújo Jorge
Tímida, pálida, nervosa e bela
tão linda assim semi-despida.
Deixa no seio em flor a cândida donzela
morrer o suspiro de uma doce querida
A luz fosca da lampada amarela
se espreguiça, se alonga em torno dela
e a noiva suspirando os olhos fecha
Chega o noivo, há momento indeciso
Há corações tremendo de ânsia louca e desejos
Há beijos, há carinhos e sorrisos.
A luz apaga e a alcova encerra
Dois corpos, duas almas, duas bocas
e uma virgem a menos sobre a terra.

Super lindo, todo sonho de um casal de namorados e enamorados.

SolCira
2011

página 11 = Prece

Prece
J. G. de Araújo Jorge
Bendita sejas tu em meu caminho !
Bendita sejas tu - pela coragem
com que fizeste de um amor selvagem
esse amor que se humilha ao teu carinho !
bendita sejas, porque a tua imagem
suaviza toda a angústia e todo espinho ...
Já não maldigo a insipidez da viagem,
nem me sinto mais só, nem vou sozinho ...
Bendita sejas tantas vezes ( querida ) quantas
são as aves no céu, e são as plantas
na terra; e são as horas de emoção
em que juntos ficamos, de mãos dadas,
como se as nossas vidas irmanadas
vivessem por um mesmo coração.

Obrigada J. G de Araújo Jorge por ter com sua poesia embalado a minha alma e a de meu namorado durante toda nossa vida.

SolCira
2011

página 12 = Soneto à tua volta

Soneto à tua volta
J. G. de Araújo Jorge
Voltaste, meu amor ... enfim voltaste !
Como fez frio aqui sem teu carinho !
- A flor de outrora refloresce na haste
que pendia sem vida em meu caminho !
Obrigado ... Eu vivia tão sozinho ...
Que infinita alegria, e que contraste !
- Volta a antiga embriaguez porque voltaste
e é doce o amor, porque é mais velho o vinho !
Voltaste ... e eu dou-te logo este meu poema
simples e humilde, repetindo um tema
da alma humana esgotada e envelhecida.
Mil poetas outras voltas celebraram ...
- mas, que importa?? - se tantas já voltaram
só tu voltaste para minha vida

Este poema durante muitos anos foi para mim um hino. meu namorado viajava muito e quando ele voltava era uma festa bem traduzida nestas linhas
SolCira
2011

página 13 = Trovas de J.G. de Araújo Jorge

No carnaval de verdade
da vida, não tive nada ...
- Quem dera a felicidade
nem que fosse mascarada.
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Rosas tolas, tão vaidosas
que em belas hastes viajam ...
Vem, amor, olha estas rosas,
quero que as rosas te vejam .....
.....................................................................
deus na Terra ! Eis o Natal !
Repicam sinos ... Festanças ...
feriado nacional !
no coração das crianças.
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SolCira
2011

página 14, 15 = Irei à pé

Irei à pé
Alda Pereira Pinto
Disse o padre :
Escuta filha : só no Catolicismo
encontrarás o credo que é preciso
para chegares cedo ao paraíso.

Disse o pastor :
Escuta crente : é no Protestantismo
que a trilha vamos encontrar florida
e a estrada aberta á Terra prometida.

Disse o rabino :
Ouve mulher : no Israelismo
encontrarás a luz da Palestina
e a fé precisa ao deus que a ilumina.

Disse o espírita :
Atente irmã : terás no Espiritismo
o apoio necessário que consiste
em dar conforto a quem é pobre e triste.

Disse o teosofista :
Cega, observa : a Teosofia
é o conhecimento puro da verdade
e a maior sabedoria desta idade.

Olhando tantos crentes num só tempo,
conduções tantas para um só lugar,
pensei ser bem melhor andar a pé
embora muito mais tendo de andar.
Assim, com a cruz na mão e olhando em frente,
levando a crença em Deus como lanterna,
procuro sempre andar em linha reta
e do Senhor achar a casa eterna.

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pensamento 2 = " O afeto conduz a alma, como os pés conduzem o corpo " .

SolCira
2011

página 16, 17, 18 = Que bom seria !!

Que bom seria
Se o tempo parasse
quando o dia desponta
e nasce a aurora iluminando a terra;
quando o pastor no seu cavalo monta
guiando ovelhas pelo caminho afora,
que bom seria !
se o tempo parasse
quando cai a tardinha
e o crepúsculo manso nos apresenta ao longe
um céu de cores brandas
e a tranquilidade nos transmite
a fé tirada ao coração de um monge
que bom seria !
Se o tempo parasse
quando de noite
a lua contempla a terra alegre
iluminada ao seu próprio clarão
e seus raios conseguem penetrar
do homem o coração,
que bom seria !
Se o tempo parasse
quando o mar está manso
e assistimos barcos e faluas
cortarem as águas em tranquilo avanço,
que bom seria !
Se o tempo parasse
quando na rede à tarde,
nos deitamos a fim de adormecer
com a consciência descansada e pura
abençoando o mundo
e a sublime ventura de viver,
que bom seria !
Mas, ...
Se o tempo parasse
quando baixinho falas junto a mim,
quando os meus olhos vêem perto dos teus,
quando a tua mão a minha mão enlaça,
quando os teus braços o meu corpo abraça,
quando os teus lábios chegam junto aos meus
e me dominas, meu amor, por fim,
ficasse o dia todo sem brilhar,
trovões rugissem bravos pelo mundo,
a noite, fosse precipício profundo,
rompessem em morros larvas de vulcão
cessasse do oceano a marulhar
tragasse o mar, galeras e faluas,
que o céu jamais tivesse estrela ou lua
que todo o mal eu abençoaria,
se o tempo parasse
quando eu te encontro, amor,
que bom seria !!

Não sei o autor

pensamento
3 = " O dinheiro de que todos necessitamos deve ser um servo, não um senhor " .

SolCira
2011

página 19 = Falta Imensa

Falta Imensa
Eu lá cheguei, olhei e não te vi
Então, perdeu a tarde o resplendor
O céu entristeceu sem luz, sem cor
E no meu peito, mágoas aqueci
Sentei-me à mesa à hora do jantar
E ouvindo rirem os outros, ri também
Fiz o que faz a gente quando tem
Uma vontade louca de chorar.
Como senti a tua falta imensa
E tudo contemplei com indiferença
Ao constatar que já não vinhas mais !
Mas, quando alguém me ofereceu amor,
Estremeci de pêjo, tive horror,
Pensei em ti e respondi : JAMAIS !!!

Não sei o autor

SolCira
2011

página 20 = Riso e Choro

Riso e Choro
Tal a fumaça do cigarro findo
que sobe em espiral até sumir,
voou meu coração num sonho lindo
partindo as asas ao te ver partir
São cinzas frias que a fumaça deixa
manchando a porcelana do cinzeiro
no coração só resta a mágoa e a queixa
quando se esvai o sonho derradeiro
Tu me fizeste renegar um dia
meus dissabores e meus desenganos
sorri ao mundo por que me sorriste
Traguei a nicotina da alegria
sorri como sorria aos 15 anos
para depois chorar quando partiste.

Não sei o autor

SolCira
2011

página 21 = Compensação

Compensação
Alda pereira Pinto
maria se casou com Antônio
mas Maria ama João
este é marido de Lúcia
que vive com Valadão
a mulher do Valadão
conhecida por Raquel

dá voltinhas escondidas
com Ricardo Manuel
do Manuel, a companheira
é a dona Mariquinha
senhora honesta e ordeira
que por obra do demônio
vê no rosto da filhinha,
os traços do seu Antônio !!

Encontrei este poema com outro nome : Maria se casou ......

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pensamentos
4 = " As pessoas de quem mais gostamos nem sempre nos tornam felizes " .

SolCira
2011

página 22 = Passado

Passado
Sofreste tu de mais, meu caro amigo
ainda jovem ter o coração
com vasos estalados e cavernas
cruéis e impiedosos no pulmão
Tu eras quanto o fora Apolo
querido, generoso, bom, leal
E tão alegre que nos parecia
Criança viva em dia de natal.
Hoje te vejo amortalhado e frio
E, esquisito, sinto um calafrio
pensando que tu foste e que fiquei
Ligou-nos sempre apenas amizade
mas sobre o teu caixão, peso a verdade
Tu me amaste muito, e eu te amei.

Não sei o autor

SolCira
2011

página 23 = Miscelânia

Miscelânia
Dizes que amas A por compromisso
que queres B por desejar carinho
que amando o C não podes ver amu nisso
e que o D não passa de amiguinho
Que dás ao A, direitos de marido,
ao B, os beijos que o desejo quer
ao C, frios abraços sem sentido
ao D, palavras ocas de mulher
Mas sofre muito o A por ver-te assim
do B, a vida levarás ao fim
do C, goza os prazeres do momento.
E o D te reprovando em pensamento
Lamenta o triste fim que tu vais ter
Quando a primeira ruga aparecer.

Não sei o autor

SolCira
2011

página 24 = Mamãe

Mamãe
Mamãe, tu por mim choraste
Sofreste, bem sabe Deus
Temeste por minha sorte
Meus prantos foram mais teus.
O tempo foi deslizando
Todo o passado apagou
Eu hoje vivo cantando
O pranto triste secou.
Eu não sou mãe. Nunca quis.
O destino. E entretanto,
Ser mãe eu queria tanto.
Mas, sem ser mãe sou feliz
Por ter das mães desta vida,
A mais santa e mais querida,

Não sei o autor
SolCira
2011

página 25 = Decepção

Decepção
Sonhei que eu era Cleópatra
E tu eras Marco Aurélio
Que eu era Prosérpina,
E tu, Plutão, o demônio.
Helena de Tróia eu era
Tu, Páris, o guapo frígio.
Eu era Juno, tu Júpiter,
O deus de real prestígio.
Mas na rua, um lotação
Arrebentou o pneu
Promovendo um sururu
Acordei de supetão
E vi que eu era eu
E eras apenas tu.

Não sei o autor

SolCira
2011

página 26 = Canta

Canta
Nos momentos alegres da tua vida
Canta!
Quando a tristeza vier ao teu encontro,
Canta !
E quando tua garganta
cansada, não mais cantar,
dedilha as cordas da alma
pois Deus ouvindo tocar
as teclas de um coração
comanda seus Querubins
organiza a orquestração
e os coros celestiais
que seguirão a teu canto
É um prêmio de Deus a quem,
cantou e não canta mais.

Não sei o autor

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pensamentos
5 = " O trabalho produz o dinheiro, o bom senso o conserva " .


SolCira
2011

página 27 = Ama

Ama
Vive soberbamente
Ilumina tua vida, com o sol inteiro
que aquece o coração do artista
Desafia abertamente os reveses da sorte
Em ouro, tece o toldo dos teus sonhos
Se alegre até na própria dor,
repete sem cessar : Eu sou feliz !!
Joga beijos à lua
e dá graças a Deus porque tu amas.
Pois se tu amas
a natureza é tua !!!

Não sei o autor

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pensamentos
6 = " O pior cego é aquele que não quer ver " .
..........................................................................
SolCira
2011

página 28 = Romance ao Luar

Romance ao Luar
Quarto crescente da lua
na praia , a voz de um cantor
serenatas pela rua
promessas de muito amor
Lua cheia prateada
um violino tocando
Uma donzela abraçada
um amante delirando
Quarto minguante da lua
uma guitarra que chora
uma mulher toda nua
um homem que vai embora
Lua cheia, sem clarão
onde você se escondeu ??
É vergonha, ou compaixão
de tudo que aconteceu ?????

Não sei o autor
.........................................................................................................................................................
pensamentos
7 = " A vida é curta, os vícios a abreviam " .

SolCira
2011

página 29 = Primavera

Primavera
Fora o dia de ouro, era a noite de prata
Chegou ela de verde, elegante e garrida
nas ramagens envolta da quimera florida,
convidando o amor a fazer serenata.
Aos arpejos celestes do soar do alaúde
abordaram na praia as bonitas sereias
espalhando os cabelos, afagando as areias
escutando os cantares em sublime quietude
estrelinhas chegaram bem perto da terra
envolvidas nas ondas e na voz de cristal
intrigado, indaguei no ardor da festança :
_ Oh ! mulher, cujo vulto as magias encerra
diz qual o teu nome " Sedução?? Ideal ??"
Ela riu-se e falou _ " Eu me chamo, Esperança.

Não sei o autor
SolCira
2011

página 30 = Verão

Verão
O sol de prazer acendeu-se completo
A terra brilhava de esplendida luz
Surgiu ela então e a festa fez jus
com glórias de vida e planos de afeto
As aves levavam guirlandas de flores
nos bosques cantavam cantigas de amor
botões nos jardins negaram o perdão
Abriram-se rosas das mais vivas cores
Arbustos esguios de braços alongados
coqueiros de mãos no eterno estendidas
Amavam e honravam o belo em verdade
Vibrando indaguei no bem do meu fado
Mulher que és vida de todas as vidas
Quem és ? Ela disse : - A felicidade

Não sei o autor.
SolCira
2011

página 31 = Outono

Outono
A tarde tombava a brisa corria
tal gaza de neve cinzenta e ao léu
O sol no horizonte e a luz escondia
e dava ao luar, direitos do céu.
Milhares de sinos no espaço ecoavam
levando aos fiéis o chamado da f´r
de branco da veia sozinha e a pé
olhando nas folhas que tristes secavam.
Bonita era tão linda e serena
Boneca de encantos formosa e pequena
nos lábios gelados morreu-me a pronúncia.
Alçou ela o braço e pegou-me na mão
deitei a cabeça no seu coração
e ouvi murmurar - me chamam, Renúncia

Não sei o autor.
creio que falta alguma palavra no texto
SolCira
2011

página 32 = Inverno

Inverno
Das trevas a noite soltava o veludo
Velário das dores, dos sonhos, renúncia
A terra lembrou-me gigante cinzeiro
Ardendo nos restos mortais de um entrudo.
Brilhante correu com um luz diferente
mostrando de um vulto formoso semblante.
Bonita era ela, o ser visitante
Mãe d´agua querida do pranto da gente.
Senti soluçando a voz embargada
Beijou-me a beldade na face molhada
Um beijo de afeto e santa piedade
E vendo o além disse assim :
tens em mim
o resto da vida e o preço do fim
sou dor e delícia
me chamo saudade

Não sei o autor
SolCira
2011

página 33 = Desengano

Desengano
Eu nada temo porque nada espero
na vida pouco importa ser ou não
que diferença faz se ter no peito
granito ou pedra em vez de coração
Que chova ou faça sol é indiferente
questão não faço tendo ou não abrigo
se me odeias digo-te obrigada
agradecida fico se és amigo
Não me acorrento a ódios e rancores
não vivo de amizades nem de amores
pode acabar o mundo e sua essência
Que venha o extermínio da existência
pois não te tendo a ti que tanto quero
não posso esperar nada e nada espero.

Não sei o autor
SolCira
2011

página 34 = Ciúme





Ciúme
J.G. de Araújo Jorge
Encontro em ti tudo que imaginava
na mulher para ser o meu ideal
não é teu olhar, tua voz clara
e essa expressão que tens sentimental
Nem essa graça ingênua hoje tão rara
de quem não sabe onde se encontra o mal
ou o teu riso feliz que se compara
ao tinir de uma taça de cristal
E tudo em ti traço por traço, tudo : -
as suas mãos são rendas de ternura
teus carinhos macios de veludo.
Por isso mesmo é que é maior a dor
quando amargo a mais íntima tortura
por não ter sido seu primeiro amor.

Esta poesia me foi ofertada por meu namorado que chegou a ser meu marido. Namoramos muitos anos ( 06 anos ) e ficamos casados por pouco tempo ( 06 anos ). Convivemos então por 12 anos, sempre com muito amor, paixão, carinho.

SolCira
2011

página 35 = O filho





O filho
Luiz Caetano Pereira Guimarães Júnior
A vida dele era uma gargalhada
a vida dela um pranto. Ela chorava
sob o cruel trabalho que a matava
ele ria na tasca enfumaçada.
Jamais nos lábios dela a asa dorada
de um sorriso passou, jamais na casa
e horrenda face dele resvalava
sequer de um pranto a pérola nevada.
Mas Deus, que deu à entranha de Maria
o Redentor, dos homens, Deus lhes fez
uma esmola - Deus fê-los pais um dia
E ambos beijando ao filho os víveos pés
pela primeira vez ela sorria
e ele chorou pela primeira vez.

Toda vez que leio este poema tenho que controlar as lágrimas que teimam em rolar por minha face.
Guimarães Júnior nascei em 1845 e faleceu em 1898

SolCira
2011

página 36 - Mocidade





Mocidade
Olavo Bilac
A mocidade é como a primavera
A alma cheia de flores, resplandece
Crê no bem, ama a vida, sonha, espera
E a desventura facilmente esquece.
É a idade da força e da beleza
Olha o futuro e ainda não tem passado
E encarando de frente a natureza
Não tem receio do trabalho ousado
Ama a vigília, aborrecendo o sono
Tem projetos de glória, a ma a quimera
E ainda não dá frutos como o outono
Porque dá flores como a primavera

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
nascimento = 16 de dezembro de 1865
falecido = 28 de dezembro de 1918

...........................................................................................................................................

pensamentos
08 = " As piores desgraças são as que nos encontram desprevenidos " .
...................................................................................
09 = " Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus " .

SolCira
2011




página 37 - Contrição

Contrição
Meu ser evaporei na lida insana
do tropel das paixões que me arrastava
Ah! cego, eu cria ! ah ! mísero eu pensava
em mim quase imortal a essência humana
De que inúmeros sóis a mente ufana
a existência falaz me não doviadava ( não sei se esta palavra está certa, nota do autor )
mas eis sucumbe a natureza escrava
ao mal que a vida em sua origem dava
Prazeres, sócios meus, meus tiranos
esta alma, que sedenta em si não coube
no abismo vos sumiu dos desenganos
Deus, ó Deus ! Quando a morte a luz me roube
ganhe um momento os que perderam anos
saiba morrer o que viver não soube.

Não sei o autor

SolCira
2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

página 38 = Martim

Martim
Nasceu: era um varão ! Com febre ansiosa
A riscar seu futuro eis que me ponho.
Grandezas e grandezas sobreponho
E minha´alma não para, ambiciosa !
Gênio insigne, consciência luminosa
Santo, poetas, herói ! ... Manso risonho
Mal enche o berço ... mas como eu sonho
Enche de luz a vida tenebrosa.
Veio a morte e levou- mo! Altas montanhas
Como invejei os musgos de veludo
Dos versos cumes solitários, calmos !
Títulos, honras, glórias e façanhas
Tudo quanto eu sonhava, coube tudo
num caixãozinho branco de 02 palmos!

Não sei o autor.
Vou contar algo mais. Eu já era nascida mas de nada disso me lembro. Só recordo pois minha mãe contava e recontava este fato marcante para ela e para meu pai. Ela estava grávida e com sete meses de gravidez. Estavam construindo uma casa e ela cismou de mexer nuns tijolos. De lá uma lagartixa pulou em cima dela e ela levou um grande susto. Era um dia de domingo. Acalmou-se e tudo parecia correr bem mas, ela sentiu que a criança em seu ventre também havia pulado. Segunda-feira, dia de trabalho. Meu pai acordava cedo e saia cedo. Tudo bem. A noite não havia ido embora e o dia não havia nascido. Só sei o resto da história pois ela falava que havia mandado chamar meu pai no ttrabalho pois ela havia abortado uma criança. Uma menina. Esta foi colocada dentro de uma caixa de sapatos. Embrulhadinha em panos. Uma menina morte=a de susto. Meu pai levou-a ao Instituto médico legal. Parece que ela ficou lá para algum estudo, não sei ao certo. Não sei se houve alguma certidão, algum documento comprobatório. Não sei. Só posso imaginar o sofrimento de um pai tendo em seus braços a filha morta. Um tesouro não vivido. Existem coisas que ficam em nossa mente e que hoje em dia geram perguntas sem respostas. Nunca perguntei a ele sobre minha irmã, nunca. Não queria fazê-lo sofrer. Esta poesia foi escolhida pois me fazia lembrar deste momento não vivido por mim mas, um momento tenebroso e para mim em explicações diretas. Acho que minha irmã não teve um caixãozinho branco de 02 palmos, nem enterro. Mistério para mim. Mistério levado para o túmulo de meu pai e minha mãe.
SolCira
2011

págima 39 = Violante

Violante
Eugênio de Castro
Acorda cedo como os passarinhos
E vem logo direto à minha cama
Sacode-me com jeito, por mim chama
E abre-me os olhos com seus dedinhos.
Estremunhando, zango-me - " Beijinhos,
não quer beijinhos? " com voz d´ouro exclama
Da minha ira empalidece a chama
E acariciando, pago os carinhos.
Senhor! Que amor de filha tu me deste
Dá-lhe um caminho brando e sem abrolhos
Dá-lhe a virtude por amparo e guia
E destina também, Ó Pai Celeste
Que a mão com que ela agora me abre os olhos
Seja a que há de fechá-los algum dia.

Eugênio de Castro e Almeida nasceu em 04MAR1869 e faleceu em 17AGOS1941

Achei lindo este poema e aindo o acho. Foi feito para sua filha e me vejo assim exatamente. Minha falecida mãe faleceu a meu lado e ainda fiz respiração boca-a-boca e massagem cardíaca para ver se restabelecia sua vida. Por um instante seus olhos se abriram e me olharam. Não sei exatamente se ela me viu. Disseram os médicos que foi somente por oxigenação mas, eu prefiro guardar para mim que neste momento ela voltou-se para mim e que guardou em si, no mas recôndido de sua alma e espírito, minha imagem, meu rosto tão perto do seu. Nunca fui uma filha que ficasse grudada fazendo carinho em minha mãe. Ela reclamou disso várias vezes. Acho que bastava eu estar sempre a seu lado, largando tudo e todos para ficar com ela. Agarramentos, beijamentos não eram isto lá comigo. Satisfiz seus desejos e lhe fiz companhia até seu último momento onde ela ganhou de mim meus últimos beijos ardentes ( os beijos que ela queria eu os dei como minha vida, em sua boca, em seu último alento ) meus beijos de amor e paixão, tentei dar a ela o meu folego, insulflando seu pulmões com o ar da vida que corria em minhas veias ( não pude ser Deus neste momento ) e os meus últimos toque massageadores em seu corpo querido ( os carinhos tão esperados ). Chamei-a, olhei seus olhos brilhantes que olhavam para mim como a guardar minha imagem final. Olhei a última vez o rosto querido e num último falar, fraco em seu ouvido, eu pude dizer : vai se assim o queres, eu te amo. E fechei seus olhos para sempre.
SolCira
2011

página 40 = As duas sombras

As duas sombras
Olegário Mariano
Na encruzilhada silenciosa do destino,
Quando as estrêlas se multiplicavam,
Duas sombras errantes se encontraram.
A primeira falou - nasci de um beijo
de luz, sou força, vida, alma, esplendor
Trago em mim toda a glória do desejo
Toda a ãnsia do Universo ... Eu sou o amor
O mundo sinto exausto a meus pés
Sou Delírio ... Loucura ... E tu quem és?
- Eu nasci de uma lágrima. Sou chama
Do teu incêndio que devora ...
Vivo, dos olhos tristes de quem ama
para os olhos nevoentos de quem chora
Dizem que ao mundo vim para ser boa
Para dar do meu sangue a quem me queira
Sou saudade, a sua companheira
Que punge, que consola e que perdoa !
- Na encruzinhada silenciosa do Destino
As duas sombras comovidas se abraçaram
E desde então, nunca mais se separaram.

Seu nome completo : Olegário Mariano Carneiro Cunha, nascido em 21MAR1889 e falecido em 28NOV1958. Poeta, político e diplomata
Lei amais em : http://pt.wikipedia.org/wiki/Olegario_Mariano

página 41 = Única

Única
Nilo de Freitas Bruzzi
No turbilhão da vida cotidiana
há sempre um rosto oculto de mulher
há no tumulto da existência humana
alguém que a gente quis e ainda quer
E numa sede de paixão insana
cego e humilhado, aceita outra qualquer
mas, seu íntimo ardor, de alma profana
porque a alma nem acordará sequer
E vão passando, assim, uma por uma
mulheres e mulheres, como vieram
sem depois despertar saudade alguma
Pobre de quem, como eu, vê que, infeliz
teve todas aquelas que o quiseram
mas nunca teve aquela que ele quis.

Nasceu em 1897 e faleceu em 1978
Leia mais em : www.poetas.capixabas.nom.br

página 42, 43 = Poesias e Amor

Poesias e Amor
Casimiro de Abreu
A tarde que expira
A flor que suspira
O canto da lira
Da lua o clarão
Dos nares na raia
A luz que desmaia
E as ondas na praia
Lambendo-lhe o chão
Da noite a harmonia
Melhor que o dia
E a vida ardentia
Das águas do mar
A virgem incauta
As vozes da flauta
E o canto do nauta
Chorando o seu lar
Os trêmulos lumes
Da fronte os queixumes
E os meigos perfumes
Que volta o vergel
As noites brilhantes
E os doces instantes
Dos noivos amantes
Na lua de mel.

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pensamento
10 = " A vida é uma obra de arte, devemos modela-la com cuidado e carinho " .
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11 = " Às riquezas mal adquiridas, prefira a pobreza honesta ".
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12 = " Quando nascestes todos riam e só tu choravas, vive de tal maneiras que quando morras, todos chorem e só tu rias " .
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13 = " O bem não faz o mal, nem o mal faz o bem " .
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14 = " Há males que vêem para o bem " .
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SolCira
2011

página 44 = lembrança

Lembrança
Como o triste marinheiro
Deixa em terra uma lembrança
Levando n´alma a esperança
E a saudade que consome
Assim nas folhas do álbum
Eu deixo meu pobre nome
E se nas ondas da vida
Minha barca for fendida
E meu corpo espedaçado
Ao ler o canto sentido
Do pobre nauta perdido
Teus lábios dirão _ coitado

Sei que este poema foi escolhido por falar de um marinheiro pois nesta época já namorava meu futuro marido que era marinheiro.
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pensamento
15 = " Até um cabelo faz sombra " .
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16 = " O não é uma bofetada com a língua " .
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SolCira
2011

página 45 = Ontem à noite

Ontem à noite
Casimiro de Abreu ( 1859 )
Ontem sozinhos - eu e tu, sentados
nos contemplamos, quando a noite veio
queixosa e mansa a viração dos prados
beijava o rosto e te afagava o seio
que palpitava como - ao longe - o mar
e lá no céu esses rubins pregados
brilhavam menos, que teu vivo olhar !
Co´a mão nas minhas, no silêncio augusto
tu me falavas sem mentido susto
e nunca a virgem, que a paixão revela
passou-me em sonho tão formosa assim
vendo a noite pura e vendo a ti tão bela
eu disse aos astros - dai o céu a ela !
Disse os teus olhos - dai amor p´ra mim !

SolCira
2011

págia 46 = um poema de Casiniro de Abreu

Tudo muda com os anos
a dor - em doce saudade
na velhice - a mocidade
a crença nos desenganos
-Tudo se gasta e se afeia
tudo desmaia e se apaga
como um nome sobre a areia
quando cresce e corre a vaga
Feliz quem guarda as memórias,
as lembraças mais queridas
no livro d`alma esculpidas
gravadas fundas em si !
- Essas duram, mas que vale
um nome desconhecido,
se há de ser logo esquecido
o nome que eu deixo aqui.
Casimiro de Abreu, escrito em 19Mar1860 e publicado em 24ABR1864 no Jornal Cosmo Literário, Rio. Foi um poema dedicado a Nicolau Vicente Pereira.
Lei mais em : www.laab.com.br/fotografia.html

SolCira
2011

página 47, 48, 49 = Fôlha Negra

Fôlha Negra
Casimiro de Abreu
Sinhá, um outro mancebo
Alegre, poeta e crente
soltara um canto fremente
de amor talvez - de alegria
e aqui nas folhas do livro
deixará - amor e poesia
Mas eu que não tenho risos
nem alegrias tão pouco
em sinto este fogo louco
que a mocidade consome
nas brancas folhas do livro
só posso deixar meu nome
é triste como um gemido
é vago como um lamento
- queixume que volta o vento
nas pedras de uma ruina
na hora em que o sol se apaga
e quando o lírio se inclina
grito de angústia do pobre
que sobre as àguas se afoga,
cadáver que bóoia e voda
longe da praia querida
grito de quem na agonia
- já morto - se apega à vida
vozes de flauta longínqua
que as nossas mágoas aviva
soluço da patativa
queixume do mar que rola
cantiga em noite de lua
cantada ao som da viola
saudade do pegureiro
que chora o seu lar amado
- calado e só - recostado
na pedra de algum caminho
canção de santa douçura
da mãe que embala o filhinho
Meu nome ! ... É simples e pobre
mas é sombrio e traz dores
- grinalda de murchas flores
que o sol queima e não consome
- Sinhá ! ... das folhas do livro
é bom tirar meu nome.

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pensamentos
17 = " Há sempre uma mulher na origem de todas as grandes coisas " .
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18 = " O patriotismo, praticamente, consiste no trabalho " .
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19 = " A inveja abala os cumes mais altos " .
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20 = " De todas as artes a mais bela, a mais expressiva, a mais difícil é sem dúvida a arte da palavra " .
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21 = " A mulher é a filha mais nova e a mais querida de Deus, a mais perfeita das criaturas " .
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SolCira
2011

página 50 = Pecado

Pecado
Oh! deixe-me que algum dia
Louco de amor, sedento, enfurecido
Hei de arrancar-te do corpo este vestido
Hei de beijar-te a carne alva e sadia
Hei de ter-te em meus lábios alquebrados
Nua de toda e em meu olhar em chama
Hei de beijar-te a fronte idolatrada
Hei de atirar-te inerte sobre a cama
Tendo nos olhos um estranho brilho
Tendo nos braços o teu corpo amado
Quando deres a luz ao nosso filho
lembra-te que ele é filho do pecado

Tenho esta poesia como sendo de J.G. de Araújo Jorge mas não encontrei nada sobre isto.

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pensamento
22 = " O homem sai da criança como o fruto sai da flor " .
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SolCira
2011

página 51 = Lua de Mel

Lua de Mel
Ébrios de amor e intermináveis desejos
Sôbre o leito de rosas e arminho
Os noivos mergulham entre beijos
Nas alvas ondas de um lençol de linho
Da perfumada alcova só se ouvia
O rumor de um beijo apaixonado
Ela excitante e febril ajeitava-se a ele
E ele ajeitava-se a ela estético e apaixonado
Ouve-se um não e depois um sim
A bela virgem chorava pálida
E a sua busca e original capela
Desfolhou-se em ânsia evaporada
No dia sequinte mal o sol raiava
Escarlava a natureza inteira
E ela do leito se erguendo procurava
A preciosa jóia que já perdera.

Tenho este poema como de J.G. de Araújo Jorge, não encontrei nada sobre este poema. Acho que existe alguma palavra errada,pois em 1964 não compreendia muitas coisas.
Acho interessante também que o passar de menina para mulher era considerado um fato importante e valoroso na vida de uma menina. Hoje, 2011, vemos meninas de 12, 13 anos já serem mâes ou estarem se prostituindo por aí. O romantismo acabou, o tabu parece que tanbém acabou, a jóia perdida parece estar em um outro local esquecida com o passar do tempo

SolCira
2011

página 52 = Despedida

Despedida
Toda vez que nos despedimos, tontos de amor
Enquanto me afagas, enquanto te afago
Teus olhos esscuros, vidrados
Tem um brilho interior
De lua no fundo de um lago
Toda vez que nos despedimos
Á espera de uma inquietante outra vez
Enquanto recostas tua cabeça em meu peito
Te olho nos olhos, pensando que nunca nos vimos
E me olhas também, mas parece que não me vês
Toda vez que nos despedimos - toda vez -
Há um mundo de ternura em teus olhos
Um mundo estranho e profundo
Como os reflexos da luz, no vinho que ficou no fundo
De duas taças após a embriaguês.
J. G. de Araújo Jorge

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Pensamento
23 = " O mar lava todos os males dos homens " .
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SolCira
2011

página 53 = Domínio

Domínio
Hoje, tu não coras se te abraço
Hoje, tu não foges ao meu beijo
Sabes que és minha .. e o que desejo e faço
É o que faz e deseja o teu desejo
Ficas mais bela no desembaraço
Da suave intimidade em que te vejo
Nada negas, e dando-me o que almejo
Tu me dás quando teu corpo enlaço
Vives pelo prazer de seres minha
E és dócil e flexível como uma haste
Quando teu corpo junto ao meu aninha-se
No abandono total em que te enleias
Quem diria, que um dia já negaste
Com a mesma boca que agora anseias.
J.G. de Araujo Jorge
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pensamento
24 = " O amor à liberdade torna os homens indomáveis e os povos invencíveis ".

SolCira
2011
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terça-feira, 7 de junho de 2011

página 54 = Brinde





Brinde
Tomarei tua cabeça entre as mãos
como uma taça
e transbordará o louro champagne
dos teus cabelos sobre meus dedos.
Me olharei no cristal dos teus olhos
e verei minha imagem refletida no desejo que efervesce
e beberei em teus lábios entreabertos a tua vida
até que teus olhos fiquem vazios e ausentes...
até que te sintas leve e gloriosa como um taça de cristal traspassada de luz
Num brinde a esse segundo de extase imortal
uma taça que, por esse segundo morreria afinal espatifada
Num grito de prazer explendido e triunfal
tua cabeça entre minhas mãos será a taça com que brindarei
nesse segundo
o destino do amor
no destino do mundo !!!

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Leia mais em
www.jgaraujo.com.br


Poema de J. G . de Araújo Jorge ( 1965 ) nasceu em 20 de maio de 1914 no Acre. Foi deputado federal em 1970, faleceu em 27 de janeiro de 1987, é considerado o Poeta do Povo e da Mocidade
SolCira
2011

página 55 e 56 = pensamentos





25 = " Não existe o patriotismo onde não há o espírito de sacrifício ".
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26 = " Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o de se arrastar " .
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27 = " A mãe é a mais bela obra de Deus " .
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28 = " O rico nem sempre é sábio, mas o sábio é sempre rico " .
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29 = " Seja como o sândalo, que perfuma o machado que o fere " .
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30 = " Se aspiras a paz definitiva, sorria ao destino que o fere " .
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31 = " O bom remédio amarga a boca " .
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32 = " A riqueza é boa, a felicidade é melhor " .
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33 = " Ninguém morre tão pobre como nasceu " .
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34 = " Mas vale um cachorro amigo que um amigo cachorro " .
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35 = " Ninguém atira pedras a uma árvore sem frutos " .
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36 = " A vida é um circo, nós é que somos os palhaços " .
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37 = " É melhor aprender tarde, que ignorar toda vida " .
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38 = " Depois da tempestade vem a bonança " .
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39 = " Se não fosse o ciúme o amor seria perfeito " .
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40 = " Ame a Deus sobre todas as coisas " .
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41 = " Não cobice a mulher do próximo " .
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42 = " Não jurar em vão " .
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43 = " Amar pai e mãe " .
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44 = " Crecei-vos e multiplicai-vos " .
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45 = " Não existe amor, sem ciúme e sem brigas " .
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Não sei o autor
SolCira
2011

página 57 = Duas almas




Duas almas
Ó tu que vens de longe, ó tu que vens cansada
entra e sob este teto, encontrarás carinho.
Eu nunca fui amadao, e vivo tão sozinho.
Vives sozinha sempre, e nunca foste amada.
A neve anda a branquear lividamente a estrada
e a minha alcova tem tepidez de um ninho
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
banhem-se ao esplendor nascente da alvorada.
E, amanhã, quando a luz do sol doirar radiosa
essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua
pode partir de novo, ó nomade formosa
Já não serei tão só, nem mis irás tão sozinha
Há de ficar comigo uma saudade tua
Hás de levar contigo uma saudade minha !
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pensamento
46 = " A virtude é comunicável, mas o vício é contagioso " .

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O autor do poema é Alceu de Freitas Wamosy, nascido em 14 de fevereiro de 1895 no Rio Grande do Sul, faleceu depois de ser baleado em 13 de setembro de 1923, no Rio Grande do Sul. Seu primeiro livro foi lançado em 1913. Foi jornalista e poeta. Acho esta poesia fantástica.
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SolCira
2011

página 59 , 58 = Primeiro, Segundo, Terceiro amor





Primeiro amor
Formosa criatura
feita de luz e de amor
és a dileta flor
a flor nevada e pura
és um gentil primor
que o meu amor procura
um sonho ... uma ventura
um anjo sedutor
és todo o meu encanto
lá no céu a brilhar
quanto te quero !... quanto!
Mulher ! anjo sem par !
Eu te venero tanto
quanto se pode amar .....

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Segundo Amor
Esbelta e sedutora ...
E de alegria feita
angélica, perfeita
e pura como a aurora
és a mulher eleita
e que a minha alma adora
a graça tentadora
que um riso ideal enfeita
estrela peregrina
como sorriso santo
Oh! sílfide divina
Adoro-te querida
Ai! tanto ... tanto ...tanto ...
na senda desta vida.

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Ps> se quizer fazer um terceiro amor, junte o primeiro com o segundo e dará um dos mais belos poemas de amor = o terceiro amor

pensamento 47 = " Uma cabeça má arruína o corpo inteiro ".
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pensamento 48 = " Ler sem refletir é comer sem digerir " .

Não sei o autor
SolCira
2011

página 60 - pensamentos





49 = " Vale mais ser invejado que lastimado " .
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50 = " Os rouxinóis emudecem, quando os jumentos ornejam " .
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51 = " A fome boceja, a fartura arrota " .
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52 = " A crença é um refresco da razão no meio da nossa ignorência; como a luz da lua é um reflexo da do sol no meio das trevas ".
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53 = " Cuidamos muitas vezes corrigir velhos erros, adotando outros novos " .
....................................................................
54 = " A natureza humana é tão misteriosa que uma grande ventura nos faz chorar e uma grande desgraça nos faz rir " .
.......................................................................................
55 = " De todas as paixões que agitam a sociedade, a mais funestra e sanguínea é a ambição do poder " .
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SolCira
2011

página 61- O livro





O livro
João Ramos
Um livro ... Sabes, ao certo
que é um livro? Eu te digo !
É um irmão que tu tens perto,
Que chora e brinca contigo.
Que te guia no deserto,
Que, em má noite empresta abrigo,
Um coração sempre aberto,
Na vitória ou no perigo !
Trata-o, pois, com mil carinhos,
Que dá vida nos caminhos,
Um livro é como Jesus :
Sereno e bom nos seus passos
À criança abrindo os braços
Ao homem mostrando a luz.

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56 = " O mais difícil de se entender nas mulheres são os seus grandes silêncios " .
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Não achei nada sobre o autor, só que foi publicado em 1975 pela primeira vez.

http://ramos.arteblog.com.br

SolCira
2011

domingo, 5 de junho de 2011

página 63, 63 - O palhaço

- poucos momentos antes da pane de luz


O palhaço
Padre Antônio Tomás
Ontem via-se-lhe em casa a esposa morta
e a filhinha mais nova tão doente
Hoje o empresário vai bater=lhe à porta
que a platéia o reclama impaciente.
Ao palco em breve surge ...
Pouco importa
o seu pesar àquela estranha gente
e ao som das ovações que os ares corta
trejeita, e canta, e ri nervosamente.
Aos aplausos da turba ele trabalha
para esconder no manto em que se embuça
a cruciante angústia que o retalha
no entanto a dor cruel mais se lhe aguça
e enquanto o lábio trêmulo gargalha
dentro do peito o coração soluça.


Há pucos dias atrás estive com minha neta em um circo. Ela ficou encantada com as cores e a alegria. Muitos sorrisos encantadores, convidadtivos, esfuzeantes. Belas atuações num palco com luz neon, fumaça artificial, grandes montagens eletrônicas. Não é um circo antigo pois obedeceu ao progresso, a tecnologia, aos computadores e em dado momento,a luz apagou, tudo pifou. O público ficou estarrecido. Medo era a primeira palavra, depois um pouco de indignação. Faltar luz, e agora ?
Por alguns momentos os palhaços ficaram no picadeiro, sorrindo, esperando a continuação do espetáculo.
Lembro que no intervalo da programação vi, um funcionário observar as fiações. Será que ele já estava esperando por isso?? Vi também que um refletor, examinado por ela não ficou aceso. Acho que o problema veio de lá. Os palhaços se recolheram, as cortinas foram fechadas. Muitas pessoas começaram a se levantar, queriam ir embora. Ouvi dizerem que os ingressos deveriam ser substituídos por outros. Início de tumulto.
Os chefes de apresentação acalmaram o povo, pediram um tempo pois os geradores iriam ser ligados e com ele toda a parafernalha eletrônica. Realmente isto aconteceu e o espetáculo foi reiniciado. E foi até o fim com sua luz neon, seus raios lazer, sus música e alegria.
Fiquei pensando em certo momento que muitas vezes, estes artista sofrem perds e sorriem para uma platéia que vai até lá para sorrir e muitas vezes, esta platéia está repleta de tristeza mas procura nas faces dos artistas uma certa forma de viver e sorrir. Parabéns a todos os artistas que nos fazer viver um pouco da alegria que procuramos.

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Mente quem diz nesta vida
muitos males ter sofrido
só de um mal a ghente sofre
é o mal de ter nascido.
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SolCira
2011

página 64, 65 - A amigo





O amigo
José Lannes
Amigo é o que nos procura
simplesmente por sentir
prazer, descanso, ventura
de nos ver e nos ouvir.
Aconslha-nos se erramos
sem humolhar-nos, porém.
E sempre que precisamos
ao nosso encontro ele vem.
Tem muitos dos nossos gostos,
das nossas opiniões
mas se diferem os rostos
concordam os corações.
Quando um dia, inopinada,
uma dor nos espezinha,
embora bem disfarçada
num instante ele advinha.
E com uma palavras breve
e sábia, realiza o encanto.
Eis que já nos sentimos leves
o que nos pesava tanto.
Na hora torva e indecisa
em que descremos de nós
só ele nos valoriza,
com sua alma e sua voz.
Mais que um irmão ! Conceito antigo
nos instrui com perfeiçãp :
"Se nem sempre o irmão é amigo,
todo amigo é irmão"
Mas não é qualquer no mundo
que possui o raro dom
de ser amigo profundo
é preciso, antes, ser bom.

págima 68, 69, 70, 71, 72, 73 - pensamentos




60. " O verdadeiro amigo, é aquele que compartilha de nossos momentos de alegria e desventura, com o mesmo sorriso ou com a mesma lágrima ".

61. " A honra é como a neve, uma vez perdida a sua brancura jamais poderá ser recuperada ".

62. " A felicidade depende de nós mesmos que das contingências e eventualidades da vida ".

63. " O sentimento mais belo que Deus deu ao homem depois da sabedoria foi a amizade " .

64. " A pureza e a felicidade de nossas vidas, dependem apenas da sábia escolha de nossos companheiros : se são bons, elevam-nos, se são maus, fazem-nos cair ".

65. " por grande e digno que seja o ideal a que se aspira, se aquele que pretende alcançá-lo se vale de meios miseráveis, é sempre um miserável " . Lacordaire

66. " Os golpes da adversidade são terrivelmente amargos, mas nunca estéries ". E. Renan

67. " As palavras do homem indicam o talento que possui, o cultivo de sua inteligência; mas sómente as ações demonstram o seu nascimento ". Arolas

68. " Cada ação nossa trz consigo, inevitavelmente, ou a sua pena ou a sua recompensa mas, ninguém está disposto a admitir essa verdade, porque as recompensas sempre nos parecem insignificantes e as penas excessivas ". Jordon

69. " A ambição é entre todas as paixões humanas, a mais ferina de suas aspirações e mais desenfreada de suas cobiças, e todavia a mais astuta no intento e a mais ardilosa nos planos ". Bossuit

70. " sempre nos afeiçoamos àqueles que nos admiram, mas nem sempre àqueles a quem admiramos " . La Rochefoucaulol

71. " Nos velhos, a ambição do poder e dominação é incomparavelmente mais atroz e violenta que nos moços; estes podem esperar, aqueles não podem perder tempo ". M. de Maricá

72. " O que mais honra um caráter é manter-se corajosamente ao lado do que é justo, ou voltar lealmente a ocupar o mesmo lugar, quando se incorreu no erro de abandonar ". Luiz VVIII - França

73. " Quem faz o bem com orgulho, deixando cair do alto a moeda da bolsa ou a palavra de conforto, pode quase transformar o benefício em insulto ". Montegazza

74. " O homem sem certeza de uma vida futura é o mais infeliz de todos os animais ". Dante

75. " Recebemos três educações diferentes: a dos nossos pais, a dos nossos mestres e a do mundo. O que aprendemos nesta última destrói todas as idéias das duas primeiras ". Montesquieu

76. " A liberdade é a mãe de todos os bens quando se faz acompanhar da justiça ". Argenson

77. " Se o homem soubesse usar utilmente a força, como a mulher sabe itilizr-se da fragilidade, seria formidável ". C. Malheiro

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78. " Bom é ter vivido, o primeiro dever do homem para o Infinito do qual saiu, é o agradecimento ". E. Renan

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79. " O valor de um Estado está representado pelo valor dos individuos que o compões ". Stuart Mill
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80. " Todo o que declama contra a liberdade é porque encontra proveito na escravidão " . Manoel
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81. " O amor é uma gota celeste que os deuses deitaram no cálice da vida para corrigirem o amargor ". Rochester
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82. " O amor da liberdade torna os homens indomáveis e os povos invencíveis ". Franklin

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Rei da Ilha
No fim da rua, um pônei rubro, rubro.
No fim da tarde, um muro escuro, um muro
Descubro algumas coisa mais ? Descubro :
Um coração impuro, tão impuro.
Querer guardar este sinal ( querer )
De que minh´alma não morreu ? Morreu.
Ser ou não ser como esta tarde ( ser )
Que apareceu e desapareceu ?
Ser como a tarde que voltou, voltou
Além de meus enganos, muito além ...
Eu vou por mais um país, por onde eu vou,
Onde existe uma ilha, a minha ilha.
Ali não há ninguém ? Ninguém ? Alguém
Regressará por mim, ó minha filha.
Paulo Mendes Campos
Paulo Mendes Campos nasceu a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte - MG, filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria José de Lima Campos.
Começou os estudos de Odontologia, Veterinária e Direito, não chegando a completá-los. Seu sonho de ser aviador também não se concretizou. Diploma mesmo, gostava de brincar, só teve o de datilógrafo.
Veio ao Rio de Janeiro, em 1945, para conhecer o poeta Pablo Neruda, e por aqui ficou.
Em 1962, experimentou ácido lisérgico, acompanhado por um médico. Relatou sua experiência em artigos publicados na revista "Manchete", depois reproduzidas em "O colunista do morro" e em "Trinca de copas", seu último livro. Disse que a droga abriu "comportas" e ele se deixou invadir pelo "jorro caótico"do inconsciente até sentir o peso e a nitidez das palavras que produziam um "milagre da voz". E completava: "A comparação não presta, mas por um momento eu era uma espécie de São Francisco de Assis falando com o lobo. O lobo também sabe que amor com amor se paga".
Paulo Mendes Campos faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 1° de julho de 1991, aos 69 anos de idade.
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SolCira
2011

págima 74 - Primeiro beijo





Primeiro Beijo
Ela sorriu docemente
qundo sua boca beijei
aquele beijo ardente
que jamais esquecerei
foi um momento de luz
de amor e de paixão
foi o momento que traduziu
afet, carinho, paixão.
Bem juntinho de mim
e com tanta palidez
disse-me ela baixinho
- querido beije-me outra vez !
Ouvi dizer que o beijo
é coisa fácil de dar
mas o beijo de amor
é bom para quem sabe beijar.

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Não conheço o autor. Não sei se o mito e a espera do primeiro beijo ainda continua entre meninos e meninas. Sei que nesta época, este beijo era esperado com carinho, era o encantamento de meninas e meninos em sua conquista. Meu primeiro beijo foi longo, muito longo. Calmo, 20 minutos de beijo. Ficou em minha memória até hoje. meu primeiro beijo foi todo amor, infinitamente amor. SolCira 2011

sábado, 4 de junho de 2011

página 75 - Aniversário do meu bem





Aniversário do meu bem
Hoje é o dia dos teus anos
mais uma primavera tens
receba de tua querida
meus sinceros parabéns

Não tenho prenda mimosa
que te possa oferecer
só tenho para te dar
amor até morrer

Juro te amar
juro te querer
juro não trocar
teus carinhos, meu viver

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" O casamento é como a cebola, faz chorar mas, se come ".
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Não sei o autor. Como é inocente a cabeça de uma menina em 1964
Sobre a foto, neste janeiro de 2011, estava fazendo fisioterapia para uma dor imensa nas costas, principalmente na região lombar. Estava limpando minhas plantas e ao levantar um balde pesadão, mudando a planta de lugar, senti uma dor forte nas costas. Não liguei e continuei meu trabalho. No dia seguinte não conseguia nem me mexer na cama. Após tomar alguns analgésicos que tinha em casa, resolvi ir ao ortopedista. Anti-inflamatório e fisioterapia foram indicados. Neste local onde escolhi fazer a fisiterapia, passava a tarde quase toda esperando ser atendida.
Assim passei as férias de janeiro de 2011. Hoje , as dores não melhoraram, estão somente mais brandas e creio que por um peso pesado não serei mais a pessoa que fui durante um tempo. Por isso, fica aqui meu conselho : Cuidado ao levantar objetos pesados, cuidado com seu corpo que, uma vez danificado é difícil voltar ao que era antes.
SolCira
2011

página 76 - Amo-te





Amo-te
Amor, como eu te amo
ninguém jamais te amará
sofrendo constantemente
sofrendo por te amar

Se um dia me deixares
eu morrerei de paixão
mas saberei perdoar
teu ingrato coração

E mesmo depois da morte
debaixo do frio caixão
teu nome escreverei
dentro do meu coração

Não sei o autor
SolCira
2011

página 76, 77 e 78






" Ser grande é ser incompreendido "
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Dia 15 de maio = começo da lua cheia, as formigas entraram em desova .....
Dia 16 de maio = não haviam mais formigas
Dia 19 de maio = apareceram formigas novas
dia..... de...... lua.
CIRA
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" Não te cases com mulher rica, pois teus filhos serão inimigos natos do trabalho. "
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" Não fales de tua sorte a um homem mais desgraçado que tu ".
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" Pensem o que quiserem de ti, faz aquilo que te pareça justo, mantem-te indiferente ao elogio e ao vitupério ".
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" Educai a criança e não será preciso punir o homem ".
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" Que é a vida ???
É uma luz desamparada, colocada no pico de uma montanha que o vento do norte sopra de todos os lados : é o pélago tremendo de dores, de prazeres, de aflições, de contínuo gemer ".
Victor Hugo
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Hoje , após tantos anos, ao reler estes pensamentos, gostaria de saber o que eles representavam para mim. Quanto às formigas, sempre as olhei com carinho. Vejo até hoje a movimentação que elas fazer em mudar de um lado para o outro, com seus ovos branquinhos, quase totalmente transparentes, quando algo aflige o formigueiro. Salvar as crianças é de suma importância para a vida e as formigas nos ensinam grandes lições.

SolCira
2011