sexta-feira, 10 de junho de 2011

página 52 = Despedida

Despedida
Toda vez que nos despedimos, tontos de amor
Enquanto me afagas, enquanto te afago
Teus olhos esscuros, vidrados
Tem um brilho interior
De lua no fundo de um lago
Toda vez que nos despedimos
Á espera de uma inquietante outra vez
Enquanto recostas tua cabeça em meu peito
Te olho nos olhos, pensando que nunca nos vimos
E me olhas também, mas parece que não me vês
Toda vez que nos despedimos - toda vez -
Há um mundo de ternura em teus olhos
Um mundo estranho e profundo
Como os reflexos da luz, no vinho que ficou no fundo
De duas taças após a embriaguês.
J. G. de Araújo Jorge

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Pensamento
23 = " O mar lava todos os males dos homens " .
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SolCira
2011

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