Meu ser evaporei na lida insana
do tropel das paixões que me arrastava
Ah! cego, eu cria ! ah ! mísero eu pensava
em mim quase imortal a essência humana
De que inúmeros sóis a mente ufana
a existência falaz me não doviadava ( não sei se esta palavra está certa, nota do autor )
mas eis sucumbe a natureza escrava
ao mal que a vida em sua origem dava
Prazeres, sócios meus, meus tiranos
esta alma, que sedenta em si não coube
no abismo vos sumiu dos desenganos
Deus, ó Deus ! Quando a morte a luz me roube
ganhe um momento os que perderam anos
saiba morrer o que viver não soube.
Não sei o autor
SolCira
2011
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